Acidente envolvendo carro e motocicleta mata rapaz antes de socorro chegar
Motorista diz que não viu vítima no cruzamento que tudo foi muito rápido
Um rapaz de 27 anos identificado como Tarcisio Barboza Vila Nova morreu na madrugada desta quinta-feira (28) após uma colisão envolvendo a moto que pilotava e um Ford Ecosport, no Bairro Montevidéu, em Campo Grande. O acidente aconteceu no cruzamento da Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo, no cruzamento com a Rua Itaíba.
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Conforme as informações iniciais, a Polícia Militar (PM) foi acionada às 4h36 e, quando chegou ao local, a vítima já estava morta. O Corpo de Bombeiros também foi chamado e constatou o óbito.
Após a colisão, a vítima caiu na calçada, enquanto a motocicleta parou rente ao meio-fio. Com o impacto, o capacete se soltou e ele sofreu um ferimento grave na cabeça, o que fez com que morresse antes mesmo de o socorro chegar.
O motorista do Ecosport permaneceu no local da batida e foi o responsável por acionar o socorro. Em relato aos policiais, ele informou que estava a caminho do trabalho quando houve a colisão. Ele seguia pela avenida principal e a moto trafegava pela Rua Itaíba.
Ainda conforme a PM, o condutor do automóvel está com os documentos do veículo e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) regulares, além de não apresentar sinais visíveis de embriaguez. Ele passará pelo teste do bafômetro, procedimento que é considerado de praxe em acidentes com vítima fatal.
Ao Campo Grande News, o motorista do Ecosport relatou que foi um susto muito grande e que tudo aconteceu muito rápido. "Eu nem vi que era moto, não vi mesmo. Achei que tinha atravessado um cachorro. Foi muito rápido, ele atravessou na minha frente e eu só vi o reflexo da luz do farol, aí veio a pancada na frente do carro", Alcindo Adir Sembranel, de 58 anos.
Ele seguia pela Avenida Ana Rosa Castilho Ocampo a caminho do trabalho quando a colisão aconteceu. Após a batida, o motorista desceu do veículo sem entender o que havia atingido. Ao notar a motocicleta com as luzes piscando e a gravidade da situação, ele contou que ligou primeiro para o patrão para saber como agir, sendo orientado a acionar o socorro imediatamente.
"Eles pediam o nome da rua e eu não sabia. Aí passou um motoqueiro, chamei ele para me auxiliar. A atendente mandou entrar em um campo de localização [no celular], apareceu o nome da rua e passamos", explicou Alcindo.
Durante o atendimento telefônico, o motorista chegou a se aproximar da vítima para checar os sinais vitais, seguindo instruções da corporação. "Ela mandou ver a pulsação, mas infelizmente não tinha mais. Uma fatalidade. Eu nunca pensei que isso ia acontecer comigo, penso na família dele", lamentou o condutor.
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