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Campo Grande, Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018

28/06/2018 09:23

Acusada de matar marido alega “agressões e ameaças constantes”

Ré alega idas rotineiras a unidades de saúde e, em uma das vezes, já ter levado pontos no rosto e atrás da orelha

Danielle Valentim e Bruna Kaspary
Ré pontua que no dia do crime, o marido chegou em casa alcoolizado com uma faca em mãos dizendo que iria matá-la. (Foto: Saul Schramm)Ré pontua que no dia do crime, o marido chegou em casa alcoolizado com uma faca em mãos dizendo que iria matá-la. (Foto: Saul Schramm)

Em julgamento na manhã desta quinta-feira (28), Elenir Pereira Mendes relatou momentos de terror até o ápice do assassinato do marido, no bairro Loteamento Nova Serrana, em 2014. Agredida constantemente, a ré ressaltou que as idas a unidades de saúde tinham virado rotina.

Questionada pelo MPE sobre o crime, Elenir afirma que agiu para defender. “Eu sofria agressões constantes e em uma das vezes levei sete pontos no rosto e quatro atrás da orelha”, disse.

O casal morava junto há 10 anos e um dia antes do crime, Haroldo Carlos de Souza saiu para trabalhar e só retornou no dia seguinte. Ao chegar, seguiu para o quarto e, neste momento, Elenir que estava armada com uma faca, golpeou o marido no lado esquerdo do tórax. Haroldo morreu antes que fosse socorrido.

Além de agressões físicas e psicológicas, a ré pontua que no dia do crime, o marido chegou em casa alcoolizado com uma faca em mãos dizendo que iria matá-la.

Inicialmente ela seria julgada por homicídio doloso – quando há intenção – qualificado. Porém, após pedido da defesa, o juiz titular da vara, Carlos Alberto Garcete de Almeida, decidiu que ela será julgada por homicídio simples.



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