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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

17/05/2018 17:35

Acusado de terrorismo será transferido para o Presídio Federal

Além dele, outro denunciado pelo MPF já está preso na unidade penal de Campo Grande

Guilherme Henri
Presídio Federal de Campo Grande (Foto: Arquivo/Alcides Neto)Presídio Federal de Campo Grande (Foto: Arquivo/Alcides Neto)

Um dos 11 brasileiros denunciados pelo Ministério Público Federal pela formação de uma organização criminosa e por promoção do Estado Islâmico será transferido para o Presídio Federal de Campo Grande.

A informação foi divulgada pelo jornal Estadão nesta quinta-feira (17). Trata-se de Jhonathan Sentinelli Ramos, 23 anos, o qual cumpria pena por assassinato e se comunicava por celular de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro.

Além dele, outro denunciado pelo MPF já está preso na unidade penal de Campo Grande, Welington Moreira de Carvalho, de 46 anos.

Para o MPF, os dois e outros nove, que não tiveram os nomes divulgados, tentaram recrutar jihadistas - conceito essencial da religião islâmica e significa "empenho", "esforço" ou "luta" - para se juntar ao grupo terrorista na Síria, discutiram sobre atentados no Brasil e planos de formar uma célula no Brasil do Estado Islâmico.

Todos foram alvo da "Operação Átila", da Polícia Federal, desencadeada em sigilo até março deste ano. Segundo o Estadão, cinco dos envolvidos também respondem pelo crime de corrupção de menores, que teriam sido recrutados pelo grupo.

A denúncia tem como base conversas que eles mantinham em aplicativos de mensagem e redes sociais, interceptadas pela Polícia Federal.

O inquérito serviu de base para a acusação do MPF. Ao menos sete pessoas foram detidas desde outubro e outras deram depoimento após condução coercitiva.

Operação e Denúncia – Conforme apurou o Estadão, as investigações começaram em novembro de 2016, após a divisão antiterrorismo da PF receber um comunicado da Guarda Civil da Espanha. No documento, a polícia espanhola informava que números de telefones brasileiros estavam em grupos do aplicativo WhatsApp suspeitos de “promover, organizar ou integrar” o EI. Alguns tinham mais de 200 participantes.

Segundo a denúncia do MPF, um dos grupos identificados foi criado para promover atividades terroristas do EI e era “destinado a discutir a criação de uma célula terrorista no Brasil”. O título dessa comunidade virtual, que tinha 43 integrantes, era “Estado do Califado no Brasil”.

Em depoimentos à polícia, alguns disseram que se comunicavam com simpatizantes e membros de organizações terroristas em países como Síria, Turquia, Líbia, Afeganistão e Estados Unidos.

Outros envolvidos relataram conversas a respeito da organização da célula e treinamento de facções paramilitares no País, o que também consta em diálogos obtidos pela PF após a apreensão de celulares.

Sobre a razão dos contatos com estrangeiros, os brasileiros envolvidos dão diferentes motivos, desde informações sobre como aderir ao EI até orientação sobre como obter vistos de países do Oriente Médio ou discutir “táticas de guerrilha”, segundo o MPF.

Alguns acusados negam envolvimento com o EI ou em atividades criminosas. A maior parte dos envolvidos não se conhecia pessoalmente e se comunicava apenas pela internet ou pelo WhatsApp. Todos são acusados de promover o terrorismo ao disseminar mensagens extremistas, vídeos com execuções e propaganda do EI.



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