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Capital

Adrian era bom e tinha muitos amigos, diz mãe sobre menino morto a tiro

Por Viviane Oliveira e Marcus Moura | 05/01/2017 09:41
Adrian  posa para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook)
Adrian posa para foto em momento de lazer (Foto: reprodução/Facebook)
Hoje de manhã poucas pessoas acompanhavam o velório do adolescente (Foto: Fernando Antunes)
Hoje de manhã poucas pessoas acompanhavam o velório do adolescente (Foto: Fernando Antunes)

“Ele estudava, tinha namorada, amigos e era um bom menino”. A frase é da vendedora Mafalda de Oliveira, 38 anos, que ainda tenta entender a morte precoce do filho do meio, Adrian de Oliveira do Prado, 15 anos, assassinado com tiro na cabeça.

O adolescente foi encontrado com o rosto desfigurado na manhã de segunda-feira (2), no cruzamento das ruas José Ribeiro de Sá Carvalho com a Dona Júlia Serra, na Vila Nasser, em Campo Grande. Ele estava desmaiado embaixo de uma poça de sangue, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros à Santa Casa, onde morreu um dia depois, na terça-feira (3) à noite.

Mãe de mais dois meninos de 13 e 18 anos, Mafalda afirma que o filho se comportava como qualquer outro garoto da idade dele e tinha muitas amizades. “Eu não sei o que ele estava fazendo naquele local, onde foi encontrado. Agora peço que a polícia encontre o assassino e coloque ele na cadeia”.

O menino foi achado próximo a uma casa que funciona como ponto de vendas de drogas e encontro de usuários de entorpecente, conforme informou uma testemunha ouvida pela equipe de reportagem. Ao lado do corpo do garoto, foi achado um isqueiro.

A mãe não sabe se o filho tinha envolvimento com drogas. A família mora na região da Vila Nasser. “No dia em que foi encontrado, a namorada dele ligou dizendo que um menino tinha levado um tiro e que poderia ser o Adrian. Nós chegamos a ir até o endereço, mas o bombeiro já havia feito o socorro”, explica.

Hoje, poucas pessoas acompanhavam o velório em uma capela da 13 de Maio. O corpo será sepultado ainda nesta manhã no cemitério Santo Amaro. 

O garoto era fichado na polícia por lesão corporal, vias de fato e ameaça. O crime foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), mas deve ser investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil.

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