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Capital

Adriane reclama de ataques e busca abrir diálogo para terceirizar postos

“Mas não houve uma discussão com respeito entre ambas as partes”, diz prefeita

Por Aline dos Santos e Mylena Fraiha | 16/04/2026 12:22
Adriane reclama de ataques e busca abrir diálogo para terceirizar postos
A prefeita (centro) foi à Câmara Municipal e entregou a LDO 2027 (Foto: Reprodução)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), reclamou dos ataques ao projeto-piloto para a terceirização de duas unidades de saúde, mas afirma que ainda busca o diálogo com servidores e a Câmara Municipal.

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A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), defendeu o projeto-piloto de terceirização de dois centros de saúde e afirmou que o diálogo com servidores e a Câmara Municipal segue aberto, apesar dos protestos durante audiência pública. A prefeitura quer terceirizar os CRS Aero Rancho e Tiradentes por meio de Organização Social, mas o Conselho Municipal de Saúde questiona a falta de estudos técnicos que sustentem a redução de custos prevista.

Durante audiência pública na Casa de Leis, realizada na última sexta-feira (dia 10), o público, num ato de protesto, ficou de costas durante a fala do titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Marcelo Vilela.

“O diálogo está aberto desde o primeiro momento. Na Câmara, na audiência, não houve um diálogo, houve um ataque. Tanto é que os técnicos não tiveram oportunidade de mostrar e debater a pauta. Então, esse diálogo continua, para esta construção que pode trazer resultados positivos para a população de Campo Grande", afirma Adriane.

Nesta quinta-feira (dia 16), a prefeita entregou a LDO 2027 (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para o presidente da Câmara, vereador Epaminondas Vicente Neto (PSDB), o Papy. A prefeitura quer terceirizar a gestão dos CRS (Centro Regional de Saúde) Aero Rancho e Tiradentes, por meio da contratação de OS (Organização Social).

De acordo com Adriane, o projeto terá validade por um ano para verificar a viabilidade. “Mas não houve uma discussão com respeito entre ambas as partes e os segmentos que estavam na Câmara, o que prejudicou muito a discussão. O diálogo continua aberto e a gente vai ouvir, sim, todos os segmentos, ouvir os sindicatos e entender o que é melhor para a população de Campo Grande".

A prefeita afirma que somente após mais debates tomará a decisão se fará o projeto por meio de decreto ou se enviará proposta de lei ao Poder Legislativo.

"O que nós queremos é o melhor atendimento para os munícipes, para as pessoas que vão até a unidade de saúde. Nós queremos resultado positivo. Eu estou sendo cobrada desse resultado positivo. E a proposta do secretário é essa: estudar uma nova forma para que a população seja bem atendida".

Segundo o Conselho Municipal de Saúde, a alegada redução de custos, com estimativa de diminuição do valor mensal  de R$ 4,3 milhões para aproximadamente R$ 3,9 milhões, não apresentou estudos técnicos detalhados, parâmetros comparativos ou evidências que sustentem a projeção.

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