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Deputados exageram em outdoor e podem ser punidos

Por Fernanda Palheta e Kamila Alcântara | 28/07/2026 06:00
Deputados exageram em outdoor e podem ser punidos
Deputados Rodolfo Nogueira (PL) e Geraldo Resendeo (União) (Fotos: Reprodução)

Outdoors na mira - A Justiça Eleitoral mandou os deputados federais Rodolfo Nogueira e Geraldo Resende retirarem outdoors instalados em Naviraí. Em decisões separadas, a juíza Mariel Cavalin dos Santos entendeu, nesta primeira análise, que as peças ultrapassaram a divulgação da atividade parlamentar e entraram no terreno da promoção eleitoral antecipada.

Propaganda aberta - Rodolfo terá de retirar três anúncios que destacam frases como “O Federal de Naviraí”, “4x eleito melhor” e o repasse de R$ 4,7 milhões ao município. No processo contra Geraldo, a ordem também alcança três outdoors, com a imagem do parlamentar ligada a obras, recursos públicos e uma audiência pública. Os dois têm prazo de 24 horas para comprovar a retirada com fotografias. Em caso de descumprimento, cada um poderá pagar multa diária de R$ 1 mil.

Não foi dessa vez - O nome do deputado estadual Carlos Alberto David dos Santos, o Coronel David (PL), chegou a ser cotado para fortalecer a chapa de deputado federal e ajudar a alcançar a meta de eleger três parlamentares do PL. Porém, a menos de uma semana da convenção do partido, o deputado decidiu manter a pré-candidatura a reeleição na Assembleia.

Compromisso - Em carta divulgada nesta segunda-feira (27), o deputado estadual justificou a decisão pelos compromissos que já fez com lideranças e apoiadores, além da defesa de pautas da segurança pública em Mato Grosso do Sul. "Por respeito ao partido, aos meus eleitores e às forças de segurança de Mato Grosso do Sul, afirmo que minha missão continua no Estado", disse.

Segue o arrocho - A Prefeitura de Campo Grane divulgou o balanço orçamentário deste ano e apontou que está com as contas menos apertadas, mas ainda segue com medidas de contenção diante de um cenário incerto. As despesas chegaram a 97,08% do que foi arrecadado, quando o limite imposto pela Constituição é de 95%.

Um pouco melhor - Uma nota explicativa aponta que a receita de tributos melhorou, mas ainda é preciso atenção porque as despesas podem subir, impulsionadas por gastos com saúde, como o aumento de doenças respiratórias. A Prefeitura aderiu ao Programa de Equilíbrio Fiscal para renegociar dívidas e acessar financiamentos e uma das exigências é exatamente enxugar despesas.

Entradas no cofre - As receitas correntes em junho somaram $ 512.750.714,88, superando os três meses anteriores, após um começo de ano com valores superiores a R$600 milhões, impulsionados pelo IPTU. O imposto somou R$ 284 milhões nos dois primeiros meses e em junho acumulou R$ 34,4milhões, metade do que entrou nos cofres de ISSQN, mês recorde para o tributo, que em janeiro e fevereiro teve receita média de R$ 57 milhões e nos meses ficou sempre acima dos R$ 60 milhões.

Rumo ao mérito - Após ter uma série de ações contra clínicas de estética extintas pela Justiça, que considerou que os questionamentos deveriam partir de conselhos regionais de profissionais habilitados, o MPMS conseguiu 4 decisões no TJMS que reconheceram a legitimidade para abordar o tema e cassaram sentenças, determinando que os processos prossigam a tramitação na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos para a análise do mérito.

Sem pesquisar - O TCE-MS suspendeu uma licitação de R$ 3 milhões da Prefeitura de Ponta Porã para contratar um sistema de gestão pública. A análise apontou falhas na pesquisa de preços, falta de justificativa para a escolha das empresas consultadas e risco de vantagem para a atual prestadora do serviço. O prefeito Eduardo Esgaib Campos (PSDB) terá cinco dias úteis para apresentar explicações e documentos. Em 24 horas, a prefeitura também deverá informar se vai corrigir o edital e reabrir a disputa ou cancelar a licitação.

Gastança - Já nas próprias finanças, o TCE gastou R$ 194,3 milhões no primeiro semestre de 2026. O orçamento atualizado do órgão é de R$ 454 milhões, dos quais R$ 340,5 milhões já foram reservados para despesas. A maior parte dos recursos é destinada ao funcionamento da estrutura, incluindo salários e manutenção. O balanço também mostra que o fundo de modernização do Tribunal recebeu R$ 4,26 milhões no período e usou saldo de anos anteriores para ampliar os gastos previstos. Até junho, o fundo havia pago R$ 6,4 milhões.