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Capital

Advogado que matou PM no trânsito está em sala especial de presídio

Helder da Cunha Rodrigues, de 38 anos, vai passar por audiência de custódia nesta terça-feira (20)

Por Adriano Fernandes | 19/10/2020 21:58
Cruzamento da Avenida Ministro João Arinos onde ocorreu a colisão. (Foto: Henrique Kawaminami) 
Cruzamento da Avenida Ministro João Arinos onde ocorreu a colisão. (Foto: Henrique Kawaminami)

O advogado Helder da Cunha Rodrigues, de 38 anos, esta preso em uma das salas específicas para custódia dos advogados no Presídio Militar de Campo Grande. Ele vai passar por audiência de custódia, na manhã desta terça-feira (19).

Ele foi detido nesta segunda-feira (19) após envolvimento em acidente que matou o soldado da Polícia Militar Luciano Abel de Carvalho Nunes, 29 anos, no cruzamento da Avenida Ministro João Arinos com a Centaurea, no Bairro Cidade Jardim, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande.

Advogado Helder da Cunha Rodrigues. (Foto: Reprodução/Facebook)
Advogado Helder da Cunha Rodrigues. (Foto: Reprodução/Facebook)

Após prestar depoimento na 3ª DP (Delegacia de Polícia), no Carandá Bosque, acompanhado por um advogado da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), Helder foi encaminhado para uma das três salas específicas para profissionais do Direito no presídio, que fica no complexo penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste.

Detalhes do depoimento ainda não foram divulgados. A reportagem também não conseguiu contato com a defesa do advogado.

“Acompanhamos a oitiva dele e em seguida, fizemos o encaminhamento para o local de custódia adequado como prevê a lei”, comentou a presidente da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados, Silmara Salamaia.

O isolamento em espaço sem grades, também é conhecido como sala de Estado-Maior, é uma das garantias constitucionais de advogados, além de ser assegurada pela Lei Federal 8.906/1994. Silmara ressalta que a prerrogativa tem por objetivo preservar um advogado do risco de ser ameaçado ou agredido por outro detento, caso seja colocado em uma cela comum, por exemplo.

Helder está em um apartamento equipado com banheiro individual, e espaços para receber familiares e advogados de defesa. A lei prevê que um advogado "não pode ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado-Maior, com instalações e comodidades condignas, e, na sua falta, em prisão domiciliar".

A Comissão de Prerrogativas abrirá procedimento para análise da conduta do advogado envolvido no acidente, que será encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina.

O acidente - A colisão aconteceu por volta das 4h. Luciano seguia numa motocicleta Yamaha XJ6 300 cilindradas, quando foi atingido pelo Chevrolet Cobalt. Depois da pancada, tanto o corpo da vítima quanto o carro do advogado foram parar no canteiro central. O Corpo de Bombeiros foi acionado, tentou reanimar a vítima, mas sem sucesso. O PM morreu no local.

Após o acidente Helder se apresentou como advogado para uma testemunha e na sequência fugiu a pé. Ele foi preso momentos depois em abordagem da polícia.

Segundo a PM, Luciano estava na corporação desde o dia 22 de setembro de 2014 e, atualmente, era lotado no  Batalhão da Polícia Militar de Guarda e Escolta.

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