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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

25/02/2016 15:47

Água quente, charuto e cabo de vassoura eram usados em torturas

Em depoimento hoje (25), primo da criança contou detalhes da violência

Bianca Bianchi e Luana Rodrigues
Criança deu entrada no hospital apresentando múltiplos ferimentos (Foto: Direto das ruas) Criança deu entrada no hospital apresentando múltiplos ferimentos (Foto: Direto das ruas)

Durante depoimento na manhã desta quinta-feira (25), o primo do menino de 4 anos que sofria tortura dos tios durante rituais de magia negra, em Campo Grande, contou, pela primeira vez, detalhes da violência contra a criança.

De acordo com o rapaz, que confessou participar das agressões junto com os tios, a criança era agredida com cabo de vassoura e queimada com charutos e água quente. Também era agredido com tapas e socos fortes.

Investigações da Polícia Civil apontam que as sessões brutais contra a criança aconteciam de três a quatro vezes por semana. Nos outros dias, o menino ficava amarrado.

Estado de saúde - O menino encontra-se internado para tratamento clínico de vários machucados no rosto – abcessos na face – e nas orelhas – pavilhão auricular. Faz tratamento com antibióticos e seu estado clínico é considerado estável, sem risco de morte, mas sem previsão de alta.

Quando deu entrada na Santa Casa da Capital, na tarde de terça-feira (23), apresentava múltiplos ferimentos, como marcas de queimaduras, unhas arrancadas, órgãos genitais machucados e ferimento grave em uma das orelhas.

Caso – O homem de 46 anos, a mulher de 31 e o jovem de 18 são suspeitos de torturar o menino de 4 anos durante rituais de magia negra. A polícia começou a desvendar o caso na terça-feira (23), após ser acionada pelo Conselho Tutelar Centro, que constatou queimaduras e marcas de espancamento pelo corpo do menino.

O casal está preso e deve responder por tortura qualificada e abandono de incapaz, com pena superior a 10 anos de prisão.

O delegado Paulo Sérgio Laureto, responsável pelo caso, informou que pretende ouvir, ainda, a psicóloga e a assistente social que faziam o acompanhamento da adaptação do menino após a guarda ser concedida aos tios e também uma vizinha do casal. As filhas do casal e a avó da criança já foram ouvidas.

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