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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

12/12/2013 21:21

Ambulantes denunciam “máfia” e acusam fiscais de truculência

Lidiane Kober
Cristiane foi duas vezes à prefeitura em busca de autorização para entrar na Cidade do Natal, mas não foi atendida (Fotos: João Guarrigó)Cristiane foi duas vezes à prefeitura em busca de autorização para entrar na Cidade do Natal, mas não foi atendida (Fotos: João Guarrigó)

Na Cidade do Natal, aberta nesta quinta-feira (12), vendedores ambulantes denunciaram o favorecimento de alguns para participar dos eventos da Prefeitura de Campo Grande e acusaram fiscais da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) de truculência.

“Não deixam a gente entrar nos eventos, só pode vender lá dentro a máfia deles”, denunciou Cristiane da Silva Martins, 30 anos, que trabalha de vendedora ambulante pelo menos há 15 anos.

Ela informou que foi à prefeitura no início de novembro e de dezembro a fim de conseguir autorização para vender dentro da Cidade do Natal, mas nem sequer foi atendida. “Todo ano é essa mesma maracutaia”, reforçou.

Franciele de Lima, 26, que comercializa produtos nas ruas desde pequena, foi no início de outubro à prefeitura para vender algodão doce dentro da Cidade do Natal. “A gente também paga impostos, mas não temos os mesmos direitos dos outros”, se queixou.

Alex Abreu da Silva, 30, foi outro a procurar a administração municipal e sair de lá sem autorização para entrar na Cidade do Natal.

Truculência – Além de denunciar a suposta "máfia", os vendedores reclamaram do atendimento dos fiscais da Semadur. “Eles arrancaram a gente do canteiro central da Afonso Pena como se fossemos bichos”, denunciou Franciele.

Cristiane levou o filho de seis anos para assistir a apresentação da Galinha Pintadinha e foi acusada de se aproveitar da criança. “Falaram que, se eu entrasse com o meu filho e com o pau de algodão doce, iriam chamar a polícia e alegar trabalho infantil”, relatou.

Ela, no entanto, afirmou não desistir de realizar o sonho do seu filho. “Sou igual a todo mundo, trabalhadora do mesmo jeito, não quero nem saber, vou levar meu filho para ver a apresentação e vou levar meu algodão doce, porque não tenho com quem deixar e isso é o meu ganha-pão”, ressaltou a vendedora.

Como nos outros anos, os ambulantes estão proibidos de ficar em frente à Cidade do Natal. A Semadur reservou espaço a eles nas extremidades do evento e fiscais fiscalizam o cumprimento da ordem. À tarde, eles foram na região e explicaram o procedimento aos vendedores.

“O problema é que aqui a gente vende muito pouco, não custava nada deixar a gente no canteiro da Afonso Pena”, apelaram, em coro, os ambulantes.

Francieli reclamou de ser tratada como bicho pelos fiscais da SemadurFrancieli reclamou de ser tratada como "bicho" pelos fiscais da Semadur
Alex disse que só a mafia deles consegue autorização para entrar nos eventos da prefeituraAlex disse que "só a mafia deles" consegue autorização para entrar nos eventos da prefeitura


Então eu também sou vendedor ambulante, trabalho na casa do papai noel desde o primeiro ano vendo brinquedos luminosos. gostaria de saber o porque tem que ficar bem longe do povão, o pessoal entra de carro e sai de carro e agente vai vender pra quem?

Deixa o homem trabalhar..........

 
zeferino martinez em 13/12/2013 23:29:26
Boa tarde!
É uma pouca vergonha isso nao deixar trabalhar mais proximo ao eventos
os fiscais mal educados somos tratados com animais nao respeitam como ser humanos
a prefeitura acha que vamos ficar milionarios com estas vendas sao apenas uma ajuda na renda de todos pais de familia as normas da prefeitura acho que tdos ambulantes virem bandidos por isso nao dao espaço para trabalho isso acontecem em tdos lugares da cidades
 
MARINA NASCIMENTO em 13/12/2013 13:03:14
Simples!!Vão vender nos terminais de ônibus. Que virou terra de ninguém na gestão desse radialista, que quer ser administrador!
 
Augusto Loveira Mendez em 13/12/2013 10:57:14
Concordo com você jose carlos garrafinha de água R$4,00 pipoca nem se fala R$7,00
e ainda a demora para o show principal criança chorando,cansada e ate dormindo.UMA COISA QUE FIQUE MAIS INDIGNADA FOI NA HORA DOS FOGOS AQUELA FUMAÇA VEIO TUDO em CIMA DO PUBLICO gestantes.bebês,idosos e crianças. teve gente que correu com a família para sair da fumaça.
 
renata anjos em 13/12/2013 10:00:07
A dificuldade hoje para manter uma família não pode ser a desculpa para infringir leis.
Os alimentos são inspecionados pela Secretaria de Saúde. Quem pagou taxas dentro do evento, pode levar prejuízo, por um comercio irregular.
Quando a fiscalização opera com educação na visão dos ambulantes, seria quando dá um jeitinho para que continuem no local. São servidores pagos pelo município para exercerem uma tarefa, nunca bem vista por quem esta irregular.
 
ricardo costa em 13/12/2013 09:41:21
Fui lá e achei abusivo o preço cobrado do produtos, pelos comerciantes de lá.
 
jose carlos em 13/12/2013 09:21:11
COMO DIZ O LEMA...AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR....DEVERIA SER AS MINHAS PESSOAS....
 
JOELSON SANTOS em 12/12/2013 23:50:32
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