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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

10/04/2013 08:50

Ambulantes recorrem a "jeitinho brasileiro" para driblar fiscalização

Viviane Oliveira
Para driblar a fiscalização, Moisés deixa a mercadoria exposta em uma sacola, quando pinta a fiscalização ele fecha e sai como se nada tivesse acontecido. (Fotos: Marcos Ermínio)Para driblar a fiscalização, Moisés deixa a mercadoria exposta em uma sacola, quando pinta a fiscalização ele fecha e sai como se nada tivesse acontecido. (Fotos: Marcos Ermínio)
Jenyffer disse que não vê problema no comércio clandestino dos camelôs. Jenyffer disse que não vê problema no comércio clandestino dos camelôs.
Fiscais da Semadur no cruzamento da rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco. Fiscais da Semadur no cruzamento da rua 14 de Julho com a Barão do Rio Branco.

A mercadoria fica a mostra dentro de uma sacola. Quando surge um fiscal da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Moisés Fabiano de Souza, de 38 anos, pega a mala cheia de meias e antenas do Paraguai e sai andando como se nada tivesse acontecido. Ele faz parte de um grupo de vendedores ambulantes que usam as calçadas do centro de Campo Grande para vender artigos pirateados.

Além disso, os camelôs, como são chamados, driblam a fiscalização escondendo a maior parte dos produtos em veículos estacionados próximo ao local das vendas. Quando o cliente se interessa por alguma coisa eles vão até o carro buscar. A tática é utilizada pela maioria deles, alguns já tiveram toda a mercadoria apreendida e afirmam que o prejuízo é grande.

Pai de dois filhos, um de 5 meses e outro de 8 anos, Moisés conta que trabalhou durante dez anos como açougueiro e optou em virar vendedor ambulante por causa da renda, que segundo ele, varia de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil por mês. “Depende do movimento do dia”, disse.

Estudante de Direito, Moisés faz bico em um açougue na parte da manhã, a tarde vai para o centro vender muamba e à noite estuda. “Pretendo deixar essa profissão quando me formar. Por enquanto não dá. O dinheiro que ganho aqui é para pagar a minha faculdade e sustentar minha família”, destaca.

Outro que vive na mesma situação é o vendedor de celular Elionai Pacoal Martins, de 29 anos. Casado, pai de uma criança de 4 anos, ele trabalha pouco mais de 2 anos na rua. Elionai tinha uma loja de produtos importados em Itumbiara (GO), quando resolveu vir com a família para Campo Grande. “Ainda não tenho condições, mas no futuro quero montar uma loja. Por enquanto não pretendo sair daqui”.

Elionai vende celulares na rua 14 de Julho, uma das ruas mais movimentadas do centro. Elionai vende celulares na rua 14 de Julho, uma das ruas mais movimentadas do centro.

No mostruário dele, ficam apenas dois aparelhos sobre duas caixas vazias. Um olho fica no cliente e o outro à procura do fiscal. Quando a fiscalização se aproxima, ele pega os dois aparelhos coloca no bolso e vai para outra direção. “A gente não gosta de ficar se escondendo, mas fazer o quê? Porque a Prefeitura não faz nenhum programa para nos ajudar”, questiona. 

Os vendedores comercializam os produtos sem alvará ou qualquer tipo de documentação liberada pela Prefeitura. “Acho injusto eles venderem produtos sem pagar nenhum imposto. Além disso, prefiro pagar um pouco mais caro em uma loja a comprar uma mercadoria sem garantia”, questiona a auxiliar de cozinha Elida Pereira Paes, de 31 anos.

Já a operadora de caixa Jenyffer Souza, de 24 anos, não vê problema no comércio clandestino dos camelôs. “Pelo menos eles estão trabalhando e não roubando”, finaliza.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, não é permitido que os ambulantes comercializem mercadorias na área central e nas esquinas. Quem fizer este tipo de comércio, terá a mercadoria apreendida.

Ainda de acordo com o órgão, também é proibido qualquer tipo de comércio em transporte público. Em Campo Grande existem 116 locais que são destinados para os feirantes e o camelódromo. No total, 10 fiscais da Semadur fazem a fiscalização na área Central.

Conforme a Prefeitura, só é permitida a venda de produtos alimentícios, como pipoca, churros, picolé, milho, piqui, entre outros. A recomendação é para que esses vendedores fiquem circulando e não parados em uma esquina.

 



Alguém precisa trabalhar, ninguém consegue as coisas sem um trabalho, algora e preciso haver condições de se conseguir um trabalho, e esses ambulantes estão fazendo e isso!, estão trabalhando, agora se a prefeitura ou o governo não permite que se consiga um emprego descente e honesto, então e necessário procura um, e se a senhora auxiliar de cozinha Elida Pereira Paes acha que estão fazendo errado, quero ver se quando ela estive-se na pele destas pessoas quero ver o que iria falar, eu acho muito fácil julgar o difícil e ver a realidade das coisas, e alem disso trabalho e trabalho em qualquer lugar o em qualquer circunstancia desde que seja honesto e não se mate ou furte, quem esta errado aqui e o governo e a prefeitura que não permite que haja um trabalho descente para todos nos
 
Otomano_Junker_Tsubuke_kalajaro em 10/06/2017 01:16:12
estes cara sao meus amigo, ( menhor ser patrao do que ser empregado dos outros...
acredito que eles estao fazendo nao seja errado,

 
tiago santo em 14/04/2013 00:44:17
Gente!!! os fiscais poderiam ir proibir os traficantes de vender drogas aos estudante e passageiros nos terminais de onibus, tem muitos e estão fazendo vista grossa, porem o vendedor de salgados é repreendido e expulso, temos que ser menos hipócrita!!
 
daniela dias em 11/04/2013 00:08:50
Eles estão trabalhando e não vendem só porcarias, infelizemnte no Brasil a carga tributária é absurda, não estão roubando, na verdade somos roubados mesmo por cidadãos de terno e gravata que gastam o dinheiro dos impostos que pagamos em corrupção, colocando nas cuecas, malas entre outros lugares!!!!
 
daniela dias em 11/04/2013 00:04:29
O maior problema é que eles atrapalham o fluxo da calçada.Dias atraz um deles estava com as mercadorias em cima da faixa de deficientes visuais,teve um senhor deficiente visual que chegou e derrubou as mercadorias e o vendedor ambulante ainda ficou bravo.Sem contar que eles ficam na frente das lojas gritando e impedindo os clientes de entrarem.Tinha que ser mais rigoroso,pois isso é serviço pra quem não gosta de trabalhar ou receber ordem,pq falar que não tem serviço,isso é mentira.Sem contar a qualidade destes produtos oriundos do paraguai,não vale nada,as meias todas são de poliester,ih dá um chulé kkkkk ,mas resumindo sempre vai ser isto,criam camelodromos mas logo logo eles voltam.Este serviço deveria ser da policia,pois a mercadoria é contrabando,pq a policia não toma?
 
alessandro dos santos em 10/04/2013 11:04:22
A rua 14 de julho é um lixo só. Você não consegue andar na calçada , sempre tem um vendedor de porcaria tentando te enganar. Porcaria sim!!! É só o que vendem e não pagam o devido imposto. O comerciante sério e que paga impostos e gera empregos, está desamparado pois a fiscalização é pouca e a que tem também é corrupta.
O rapaz por nome de Elionai saiu de Goiania e veio para Campo Grande vender muamba, não paga impostos e ainda quer que a prefeitura faça alguma coisa por ele e os outros muambeiros! É mole? Tem que dar um vidro de óleo de peroba para ele lustrar a cara de pau dele. Porque não ficou em Goiania e pediu para a prefeitura da cidade que ele morava?? De muambeiros Campo Grande está bem servida, precisamos de empresários de fato, geradores de empregos e impostos para nossa cidade.
 
Alfredo Carvalho de Souza Gomes em 10/04/2013 10:52:01
Vai dizer que a culpa é do Bernal agora Sr. Rafael Alves?

Vamos ter que fazer outro camelódramo então.
 
Luciano Bandeira em 10/04/2013 10:24:07
"não estão roubando"
Qnta ignorância!!!
Qndo vc pagar seus impostos, vc deve lembrar desse comentário... infeliz.
 
Rubens Gomes em 10/04/2013 10:00:42
Essas tranqueiras vendidas por essas pessoas não duram dois dias. Tornam-se lixo rapidamente. Se as pessoas não comprassem, não haveria isso. Muito simples. O problema é que o brasileiro em geral prefere um trabalho moleza desses do que trabalhar de serviço pesado, como bem disse o ex-açougueiro aí.
 
Marcia Silveira em 10/04/2013 09:58:28
( “A gente não gosta de ficar se escondendo, mas fazer o quê? Porque a Prefeitura não faz nenhum programa para nos ajudar”, questiona. )

SEM MAIS!
 
RAFAEL ALVES em 10/04/2013 09:29:30
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