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Consumo

Camelôs voltam à calçada com máquina de cartão de crédito e venda parcelada

Por Ângela Kempfer | 10/07/2012 15:58
Celulares vem do Paraguai e são parcelados no cartão de crédito. (Fotos: Minamar Júnior)
Celulares vem do Paraguai e são parcelados no cartão de crédito. (Fotos: Minamar Júnior)
Na esquina, antenas e meias à venda.
Na esquina, antenas e meias à venda.

Não é perseguição, nem denúncia para chamar os fiscais, mas não dá para deixar passar o fato de que os camelôs reapareceram na 14 de Julho em uma versão moderna.

Já não é de hoje o amontoado de vendedores na Afonso Pena, principalmente em frente ao Camelódromo. Mas na 14? Há um bom tempo não via tantos ambulantes.

Hoje encontrei vendedores de meias, de antenas, de pilhas, de controles remotos, de acessórios e o que mais uma banquinha pequena suportar, nem que seja uma caixa de papelão servindo como mesa.

Alguns ficam nas esquinas, mas eles se espalham por todo o trecho entre a Barão e a Dom Aquino,

“A gente trabalha onde dá. Se tiver que ser na rua, que seja aqui, onde tem movimento”, justifica o senhor de cerca de 50 anos que não diz o nome e trata a repórter com desconfiança.

O medo do “rapa” continua igual. “Eles (fiscais da prefeitura) aparecem, a gente corre. Dizem que até prendem, mas a gente vai ficando”, resume o moço que aparenta ter no máximo 25 anos.

Sobre a banca do jovem camelô, uma máquina de cartões de débito e crédito chama atenção em meio aos celulares que vende. “Parcelo em até 6 vezes”, anuncia, sem constrangimento.

A reserva só aparece quando pedimos para fazer uma foto. “Eu não vou aparecer não, faz só da máquina”, autoriza o ambulante que traz toda a mercadoria do Paraguai.

O rapaz conta que também trabalha em feiras e já tentou se fixar no camelódromo, mas além dos custos com o espaço, “tem muita concorrência”, argumenta. “Tem gente vendendo celular de todos os tipos, não dá”.

A professora Ruth Barbosa garante não achar ruim, mas reclama. "Duro é ter de passar nessa rua já estreita e ficar topando com ambulante".

E assim a calçada da rua 14 volta a ser ponto de venda, com o ruído potencializado pelas vendedoras das lojas que, na fachada, também oferecem produtos como se estivessem na feira. Eu, até que acho divertido.

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