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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

13/01/2014 11:58

Antes de ser morta pelo marido, médica recusou medida protetiva

Aline dos Santos e Graziela Rezende
Segundo delegada, médica disse ter medo e vergonha de fazer denúncia. (Foto: Marcos Ermínio)Segundo delegada, médica disse ter medo e vergonha de fazer denúncia. (Foto: Marcos Ermínio)

Assassinada pelo marido com quem viveu por 32 anos, a médica Maria José de Pauli, de 60 anos, recusou, um dia antes do crime, medida protetiva. Na última sexta-feira, dia 10, ela foi à tarde na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e relatou dificuldades para conseguir a separação.

Uma policial sugeriu que a médica pedisse medida judicial para se proteger do marido, o pecuarista José Mário Ferreira, de 58 anos. Contudo, a médica se recusou. Ao fim do atendimento, lhe foi entregue uma cartilha sobre a Lei Maria da Penha, que também foi recusada por Maria José. “Ela disse não, não é para tanto. Não acredito em algo mais grave”, relata a delegada Rosely Molina.

Entretanto, a delegada explica que até mesmo a medida poderia chegar tarde. Pois era fim de sexta-feira e há prazo de 48 horas para ser avaliada pela Justiça.

Durante o depoimento, a médica contou que há muito tempo descobriu que era traída pelo marido e queria, somente, a separação. No entanto, ele se recusava a sair de casa, o que provocava muitos atritos entre o casal. Maria José também relatou ofensas verbais diárias, como ser chamada de gorda, e diversas formas de humilhação. Porém, demorou a procurar a delegacia por medo e vergonha.

Do relato, foi registrado um BO (Boletim de Ocorrência) por crime de injúria, devido às ofensas verbais. Com o documento, a médica tinha prazo de seis meses para representar contra o autor. Segundo Rosely Molina, a policial que conversou com a médica ficou muito abalada e em pranto, ao saber que Maria José foi morta pelo marido na noite de sábado.

Na delegacia, ela foi orientada a pedir auxílio para as três filhas. E, de fato, uma das filhas passou todo o sábado na casa dos pais, no bairro Monte Líbano, em Campo Grande. Após matar a esposa, o pecuarista se suicidou. Ontem, ainda sob o impacto da tragédia, os vizinhos relataram que o dia do crime foi marcado por brigas.

“Eles sempre discutiam muito, mas ontem as brigas ocorreram o dia todo. Ontem, uma das três filhas passou o dia na casa, tentando apaziguar as discussões, porém ela foi embora no final da tarde e eles continuaram falando alto”, disse, no domingo, uma vizinha que mora há 30 anos na mesma rua e que preferiu não se identificar.

Urgência – As medidas protetivas podem determinar suspensão da posse ou restrição do porte de armas; afastamento do lar, domicílio ou local de convivência; fixação de limite mínimo de distância entre o agressor, a vítima e seus familiares; suspensão de visita a filhos menores de idade e pagamento de pensão alimentícia.



Eu quero DEFINIR,neste espaço, todas as tragédias, que estão acontecendo a nível mundial, em uma só frase: AUSÊNCIA DE DEUS. Hoje as pessoas estão muito distante de Deus.
 
Joaquim costa em 14/01/2014 09:49:01
Infelizmente, a história tem mostrado quantos e quantos casos com medida protetiva não evitou o crime. A medida é paliativa e apenas para dizer que não foi feito nada. A verdade é que o homem no seu sentido genérico (homem e mulher) que não tem o temor a Deus se parecem com um bicho feroz faminto em ver sangue. Na raiva fazem coisas absurdas. Somente com uma genuína conversão a Jesus Cristo, o homem e a mulher, poderão serem libertos da escravidão do ódio, do desejo de vingança, da prepotência, do orgulho, de achar que está acima do outro em seus direitos, etc...Numa conversão genuína a Cristo somos reconciliados com Deus com base no seu amor. A Bíblia diz Deus é amor. Quem de fato ama a Deus não faz nenhum mal a seu semelhante muito menos a seu cônjuge, familiares, e ao seu próximo.
 
JOÃO ALVES DE SOUZA em 14/01/2014 00:00:17
Sou assistente social e trabalho com direitos violados, e lendo a tragedia ocorrida reafirmo a necessidade de muitas vezes a atitude a tomar seja com mais rapidez, muita vezes IMEDIATA, se houvesse a possibilidade de ser dado a medida protetiva seja ela provisoria mas IMEDIATA, pois o tramite é demorado e podemos deparar com consequências irreversíveis.
 
roseli aparecida pini em 13/01/2014 19:46:16
Essa delegada nao ta com nada.
 
Leticia Escobar Silvestre em 13/01/2014 15:16:57
ACONSELHO AS DELEGACIAS DAS MULHERES, E AS AUTORIDADES, SEREM MAIS HUMILDES, QUANDO FOREM PROCURADAS PELAS MULHERES, NÃO TOMAREM MEDIDAS AGRESSIVAS, ANTES DE OUVIR OS AGRESSORES, POIS TODOS ESTÃO ENSINANDO AS MULHERES ERRADOS, INVÉS DE RECONCILIAÇÃO, QUE É A MELHOR PROTEÇÃO, FAZEM CONTRÁRIO, TERÃO QUE MANDAREM AS PARTES, TOMAREM RESPEITO A DEUS, E VOLTAREM PARA AS RESPECTIVAS CASAS, E SE RESPEITAREM, RESPEITAREM UMA FAMÍLIA, QUE É DEUS, E QUEM DESRESPEITA DEUS, ESTA NAS MÃO DO diabo, ADIVINHEM PARA PARA ONDE VAI, E AS AUTORIDADES, NÃO ESTARÃO PRESENTES PARA SEMPRE, E FICA PIOR, PENSEM BEM, DEUS ABENÇOE.
 
PEDRO A BRAGA em 13/01/2014 14:50:29
Passamos o fim de 2013 e o inicio de 2014, com muitas tragédias familiares,
e não se sabe a razão certa de tanta violência.
Sabe-se que a falta de companheirismo, falta de consideração, falta de amor, falta de esperança, falta de respeito, falta de amizade, e falta de fé, tem destruido os lares, e as desavenças apareceram.
Curiosamente, as tragédias familiares não acontecem em razão de pobreza financeira, mas sim em razão de pobreza de espírito, pobreza de fé, e pela falta de Deus no coração.
 
VALDIR VILLA NOVA em 13/01/2014 13:37:14
A medida protetiva não livra da morte, infelizmente.
 
Adriano Magalhães em 13/01/2014 13:20:00
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