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Comportamento

Aos 61 anos, morre Raimundo, que fez da água de coco a criação dos filhos

Pioneiro da água de coco na Afonso Pena, Raimundo transformou um bico em sustento da família

Por Maurício Aguiar | 21/09/2026 15:58
Aos 61 anos, morre Raimundo, que fez da água de coco a criação dos filhos
Raimundo ficou famoso pela venda de água de coco nos altos da Afonso Pena e no Parque dos Poderes (Foto: Marcos Ermínio)

Quem passava pela Avenida Afonso Pena em direção ao Parque dos Poderes já estava acostumado a ver Raimundo Fernandes da Silva, famoso pelo sorriso no atendimento, pela água de coco gelada e pelo Quiosque do Poeta e suas tradicionais cadeiras coloridas. Após mais de três décadas no comércio que ajudou a popularizar a venda de refrescos na região, o comerciante faleceu neste domingo (20), por causa ainda não divulgada. Ele estava internado desde a última semana de julho, por conta de pedra na vesícula que gerou complicações no pâncreas.

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Raimundo Fernandes da Silva, conhecido pelo sorriso no atendimento e pelo Quiosque do Poeta na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, faleceu neste domingo (20). Com mais de três décadas no comércio, ele ajudou a popularizar a venda de água de coco na região. Iniciou as atividades nos anos 90 como ambulante e formou os filhos com o negócio. Foi velado na segunda-feira (21) e sepultado no Cemitério Park Monte das Oliveiras.

A trajetória na principal avenida da Capital começou no início dos anos 90. Na época, pai de duas crianças pequenas, de 4 e 5 anos, Raimundo viu no comércio ambulante uma forma de complementar a renda e aliviar com as despesas da família e o aluguel no bairro Alves Pereira.

O negócio deu tão certo que, pouco mais de um ano depois, ele pediu demissão do emprego fixo para se dedicar integralmente à atividade, em um tempo em que o consumo de água de coco na Afonso Pena ainda nem era tradição. Do estacionamento do Parque das Nações Indígenas ao ponto famoso no Parque dos Poderes, ele construiu a vida e formou os filhos.

Em 2014, o Lado B acompanhou a inauguração do Quiosque do Poeta (hoje Container do Poeta). Com o passar do tempo, o cardápio se expandiu e passou a ofertar garapa, pão de queijo e produtos como picolés, mel, castanhas, rapadura, pimentas e compotas.

Raimundo foi velado nesta segunda-feira (21) e sepultado no Cemitério Park Monte das Oliveiras.

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