Homem que ajudou a sequestrar bebê matou adolescente atropelada no Amazonas
Alex Melo de Abreu também costumava se apresentar como policial militar aposentado para "atrair" mulheres
Alex Melo de Abreu, 30 anos, preso pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza, aos 28 dias de vida, acumula uma ficha criminal marcada pela violência e pela tentativa constante de burlar a Justiça. Antes de se envolver no caso da recém-nascida em Campo Grande e ser preso no Paraguai, o criminoso já havia sido condenado pelo homicídio de Mikaelly Vitória Silveira Ramos, uma adolescente de apenas 16 anos, atropelada por ele há 4 anos, em Apuí (AM).
RESUMO
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Conforme a imprensa amazonense, o crime aconteceu em fevereiro de 2022 no cruzamento da Avenida Transamazônica com a Avenida Manaus. A adolescente caminhava para casa após sair de um encontro de tereré no centro de Apuí, quando foi atingida por um veículo Volkswagen Gol G6 conduzido por Alex.
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Com o impacto, Mikaelly foi arremessada para o outro lado da pista e morreu no local. O veículo ficou destruído: o para-brisa se deslocou para cima do volante, o capô entortou, o radiador furou e um pneu estourou.
Após o acidente, Alex abandonou o automóvel no Bairro São Sebastião com engradados de cerveja no interior. Marcas de sangue e fios de cabelo da vítima ficaram presos ao para-brisa quebrado.
Em seguida, Alex tentou fugir de carona em uma picape Fiat Strada em direção ao distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré (AM), mas foi interceptado pelas Polícias Civil e Militar. Durante a abordagem realizada pelas equipes policiais, o acusado teve desmascarada outra de suas mentiras: costumava se apresentar como um policial militar aposentado.
Interrogado na delegacia, confessou que nunca pertenceu à corporação e que usava a farsa para atrair mulheres. Ele foi preso em flagrante e depois condenado a 11 anos e seis meses pelo homicídio da adolescente. A sentença transitou em julgado e ele estava com mandado de prisão em aberto.
Além do homicídio, Alex tem na ficha crimes como estelionato, furto, embriaguez ao volante, lesão corporal, ameaça e violência doméstica. Ele agora deverá cumprir sua pena pelo homicídio da adolescente e responder pelo sequestro do bebê e pela falsificação de documentos.
Prisão por sequestro
Alex foi preso na madrugada deste domingo junto com Suzilaine da Graça Costa. Ele usava documento falso em nome de Weliton Aparecido Lopes dos Santos. O casal foi encontrado em uma casa em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, junto com a bebê Ayla. Ambos foram presos em flagrante e expulsos pelas autoridades paraguaias no Posto de Controle Migratório da cidade.
Na tarde de hoje, os dois foram entregues à Polícia Federal em Ponta Porã, a 313 quilômetros, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário. Já a bebê Ayla foi resgatada em segurança e colocada sob proteção institucional até a conclusão do processo de reencontro familiar. Ela passou por exames médicos que constataram que está tudo bem.
Relembre
De acordo com o boletim de ocorrência, a bebê havia desaparecido na última quinta-feira (7), em Campo Grande. Segundo relatos da avó da criança, a mãe da bebê, uma adolescente de 17 anos, havia conhecido uma mulher pela internet durante a gestação, sob a promessa de realizar um ensaio fotográfico e, posteriormente, cuidar de uma criança em troca de R$ 100.
A jovem e a irmã, de 13 anos, foram até a residência da mulher e, durante a madrugada, foram abandonadas sem a bebê, próximo a uma área de mata nas imediações da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário.
Desde então, a Polícia Civil, por meio da DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio de forças policiais da fronteira, tem atuado nas buscas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber para ajudar nas buscas da menina.
No sábado (8), um homem que não teve o nome divulgado foi preso pela equipe da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que presta apoio à DEPCA, responsável pela investigação do caso.
O homem preso é o proprietário da casa que teria sido emprestada a um conhecido para esconder a criança. A mãe e a irmã dele, que estiveram na delegacia, afirmaram que ele não tem envolvimento com o sequestro de Ayla. Segundo elas, o homem conhece o suspeito, mas não sabia para qual finalidade o imóvel seria utilizado.
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