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Capital

Após aviso de massacre, segurança em escola do Nova Bahia é reforçada pela PM

Desta vez, o aviso de massacre foi no colégio localizado na Rua Rebouças

Por Viviane Oliveira e Karine Alencar | 19/05/2022 08:44
Mãe buscando a filha na escola após aviso de massacre. (Foto: Marcos Maluf)
Mãe buscando a filha na escola após aviso de massacre. (Foto: Marcos Maluf)

Após mais um aviso de massacre, o 3º em 9 dias, policiais militares foram acionados para reforçar a segurança do colégio Colégio Lorival Faguntes, da Funlec, localizado na Rua Rebouças, no Bairro Nova Bahia, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (19).

“Está cheio de polícia aqui. Não sabem nem se vai ter aula. Tinha um aviso de massacre no banheiro”, disse um pai ao ligar para reportagem e informar sobre o assunto.

Chorando, a dona de casa Andreia Guimarães Rodrigues, de 46 anos, mãe de dois alunos de 15 e 18 anos, ficou muito assustada após receber a ligação de um dos filhos. “Ele disse que tinha polícia aqui. Fiquei muito assustada e vim na mesma hora que meu filho avisou. Ameaça de terrorismo é muito difícil, né. A gente vê tanta coisa na TV. Amanhã, eu vou ver como vai ficar, como a diretoria vai agir em relação a isso”, disse.

Mensagem foi encontrada no banheiro da escola nesta manhã. (Foto: Direto das Ruas)
Mensagem foi encontrada no banheiro da escola nesta manhã. (Foto: Direto das Ruas)

Segundo o empresário Wilker Azevedo, de 48 anos, as informações ainda estão desencontradas. “Tem que descobrir quem fez isso. Fiquei sabendo agora. De manhã, eu vi três viaturas da Polícia Militar, mas achei que eles estavam fazendo rondas. Passou despercebido. Quando cheguei em casa, minha esposa que está viajando mandou mensagem de uma mãe informando sobre o fato”, contou. Ele, então, retornou e buscou os filhos.

Policiais militares reforçam a segurança no colégio. (Foto: Marcos Maluf)
Policiais militares reforçam a segurança no colégio. (Foto: Marcos Maluf)

Segundo a Polícia Militar, os alunos estão em semana de prova, situação que pode ter motivado a ameaça.“Eles acham que assim vão suspender as aulas, estamos fazendo o policiamento por questão de segurança, porque não achamos nada de diferente na escola. A princípio, está tudo bem, a nossa presença causa temor. Vamos ficar aqui durante o dia todo, porque não sabemos qual o turno do aluno que fez isso”, disse o tenente Ferreira Silva.

Segundo a direção do colégio, professores e pais já estão analisando a caligrafia para descobrir quem foi o responsável pela mensagem. Assim que identificado, o aluno vai receber uma advertência. As aulas prosseguem normalmente. A escola investiga também se o anúncio do massacre começou como desafio no aplicativo TikTok.

Casos - Esse foi o 3º caso, em 9 dias, de aviso de massacres em instituições de ensino. No dia 11 deste mês, ameaça de atentado na Escola Estadual Blanche dos Santos Pereira, no Jardim Tijuca, assustou pais e alunos. A Polícia Militar esteve na unidade após ser acionada pela SED (Secretaria de Estado de Educação). Muitos pais, com medo, não levaram os filhos para a aula. A mensagem escrita no azulejo do banheiro masculino dizia: "massacre dia 11/05/2022 corr" (sic).

Seis dias depois, o aviso de massacre foi em Dourados, na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul). No Instagram, um perfil não identificado alertava que o atentado aconteceria no dia 16. A ameaça se somou à mensagem escrita em Inglês encontrada em um quadro branco do campus dizendo “eu gostaria que todos estivessem mortos”. Nas redes sociais, alunos afirmaram que essa mensagem havia sido encontrada na semana anterior.

Resposta - Em nota, a direção da escola avalia que o caso se trata de uma ação comum de adolescentes e reforça que tudo não passou de um trote. "Queremos destacar que a nossa instituição, ao longo de toda a sua existência ligada à educação, há mais de 40 anos, repudia qualquer tipo de violência, ainda que seja em formato de trote. Atitudes como essas não serão toleradas e, certamente, ao tomar conhecimento do responsável, pela frase escrita, iremos tomar as devidas providências com base no Regimento Geral da escola", garantiu.

O Colégio também lembra que "desde antes da pandemia", tem um programa socioemocional focado na saúde mental e emocional dos estudantes e professores, "o qual inclui projetos em parceria com as forças de segurança do Estado, como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) que abrange todas as etapas educacionais".


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