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Capital

Ameaça de massacre leva PM à escola no Tijuca

Ameaça foi escrita em azulejo do banheiro e Secretaria de Educação acionou a polícia

Por Dayene Paz, Bruna Marques e Gabrielle Tavares | 11/05/2022 08:49
Mensagem escrita no azulejo de escola do Jardim Tijuca. (Foto: Direto das Ruas)
Mensagem escrita no azulejo de escola do Jardim Tijuca. (Foto: Direto das Ruas)

Ameaça de atentado na Escola Estadual Blanche dos Santos Pereira, no Jardim Tijuca, em Campo Grande, assustou pais e alunos. A Polícia Militar esteve na unidade nesta quarta-feira (11), após ser acionada pela SED (Secretaria de Estado de Educação). Muitos pais, com medo, não levaram os filhos para a aula. "Quem garante para mim que não pode acontecer", disse uma mãe.

Conforme testemunhas, a mensagem escrita no azulejo do banheiro masculino, encontrada nesta terça, dizia: "Massacre dia 11/05/2022 corr". A escola, imediatamente, acionou a SED sobre o ocorrido. "Pode ser uma brincadeira de mau gosto, mas a escola entrou em contato com a SED e nosso protocolo é entrar em contato com a Polícia Militar para reforçar o policiamento, o que foi feito hoje de manhã", informou a Secretaria.

A principio, hoje não há interferência nas atividades escolares e a SED trabalha para localizar a pessoa que escreveu a mensagem. "Nada foi concretizado até o momento. Quando identificado, o objetivo é atender esse estudante. Se ele apresentar alguma questão socioemocional, contamos com o apoio da coordenadoria de psicologia educacional", afirma.

Policiais dentro do pátio da escola do Jardim Tijuca. (Foto: Henrique Kawaminami)
Policiais dentro do pátio da escola do Jardim Tijuca. (Foto: Henrique Kawaminami)

Nesta manhã, a PM esteve na unidade, mas a presença não aliviou o coração dos pais e muitos não levaram os filhos hoje para a aula. É o caso de uma dona de casa de 42 anos. A filha dela, de 15 anos, estuda no 2º ano do Ensino Médio e chegou em casa ontem informando que haveria "matança na escola".

"Já tem dois meses que está um bafafá nessa escola. Primeiro, começou com briga lá dentro, guri com faca, armado. Depois de dois dias, na saída, já tinha gente armada aqui fora esperando aluno sair para matar. Nesse dia, eles só liberaram os alunos depois que a polícia chegou. Ameaças e brigas são constantes aqui, quase toda semana tem encrenca. Aí, ontem, minha filha chegou contando que ia ter matança na escola."

A mulher afirma não se sentir segura. "A coordenação falou que é boato, mas atrás de todo boato tem um fundo de verdade. Quem garante que não pode acontecer? E amanhã que não tiver policia, quem garante? Não vou pagar para ver e ter que tirar minha filha daqui de dentro em um caixão", afirmou a mãe que já pensa em mudar a filha de escola.

A filha de Cristiana Morais, de 32 anos, estuda no primeiro ano do Ensino Médio. Ela diz que preferiu não mandar a menina, de 14 anos, para a escola com hoje. “Por medo mesmo, vai que acontece alguma coisa. Ela estuda lá desde o início desse ano, nunca tinha visto falar que aconteceu alguma coisa desse tipo.”

Este é o segundo caso em poucos dias em que a Polícia Militar precisa ir à escola. Na sexta-feira, um adolescente que levou arma de brinquedo para a aula, no Rouxinóis, foi parar na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

Viatura da PM em frente à escola nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)
Viatura da PM em frente à escola nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)


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