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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

01/03/2011 22:14

Após chuva, moradores do São Conrado convivem com lixo e lama

Viviane Oliveira

Na maior parte das ruas, o lixo se acumula e pode causar doenças

Se são as águas de março as responsáveis por fechar o verão, os moradores do bairro São Conrado, na região sul de Campo Grande, aguardam ansiosos que a poesia de Tom Jobim se concretize.

Depois que as chuvas atingem o bairro e causam alagamentos, a população sofre com lixo acumulado e lama que invade as casas.

Montanha de entulho se acumula em frente a ponto de ônibus (Foto: João Garrigó)Montanha de entulho se acumula em frente a ponto de ônibus (Foto: João Garrigó)

Para onde se olha, o cenário é o mesmo: entulhos, galhos, móveis abandonados e a possibilidade de doenças, bichos peçonhentos e o temido mosquito da dengue. Em algumas quadras, há mais de três pontos com entulhos.

A camareira Marciana Vilma Rodrigues, de 38 anos, moradora na Rua Ouro Preto, está com um recém-nascido em casa e se mostra preocupada com a quantidade de lixo que se acumula na frente da sua residência.

“Aqui é muito sujo. Tem vezes que eu mesma pego um saco de lixo e saio juntando os entulhos. Tenho muito medo da dengue”, conta.

A maioria dos moradores ouvidos pelo Campo Grande News lembrou que a prefeitura de Campo Grande determinou um ponto do bairro para que os moradores jogassem o lixo. A partir disso, um caminhão iria passar para retirar o acúmulo.

“Há meses que esse lixo está aí. A prefeitura não veio até agora. Tem de tudo nesses entulhos, galho, roupa, lixo, mato”, diz a moradora Vera Lucia dos Santos, de 47 anos.

Em algumas vias, o entulho chegou a bloquear a passagem e os moradores tiveram de fazer a retirada.

O lixo chega a ocupar duas faixas da rua Praia Grande.(Foto: João Garrigó)O lixo chega a ocupar duas faixas da rua Praia Grande.(Foto: João Garrigó)

Nas montanhas de entulho, é possível encontrar desde refugo de material de construção até cama velha. “Se um joga, todo mundo começa a jogar também”, ressalta Cleiton Cabral Riquelme, de apenas 15 anos.

A cozinheira Salete Costa, de 60 anos, afirma que o bairro todo está tomado de lixo. “Tem gente do bairro vizinho que vem jogar lixo aqui”.

Segundo Ademar Maia, de 30 anos, quem está há algum tempo sem frequentar a região, quando vê a situação do lixo acumulado se assusta.

“Esses dias o dono do terreno aí da frente veio ver e fico espantado com a quantidade de lixo espalhado na rua”, lembra Ademar.

Para a diarista Rosangela Marcondes, de 57 anos, a época é imprópria para este tipo de limpeza. “Logo em época de combate ao mosquito da dengue foram inventar isto [de acumular lixo em um ponto para ser recolhido]. Agora não para de chover e este lixo fica parado”, destaca.

O pedreiro João Batista, de 46 anos, relata que matou uma lacraia, animal peçonhenta, dentro do seu quintal. “Os bichos peçonhentos fazem a festa, ainda mais com essa chuva”, reforça João.

Na Rua Praia Grande não há uma quadra sequer sem um acúmulo de entulho.



sem asfalto uma pouca vengonha pois
no mapa ja esta indicado que tudo esta asfaltado
 
valquiria de lsouza em 19/02/2012 02:53:32
É um absurdo, o povo que vota ter que conviver com tudo isso, os administradores de campo grande não deve entender de limpeza, ou acha que o povo que é mais pobre tem que aguntar tudo isso. (Digo pobreza não e relaxismo) cade o dinheiro do IPTU que esse ano foi pra arrebentar a boca do balão.
 
josé vilela em 02/03/2011 02:13:59
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