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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/01/2011 19:55

Depois de chuvas, Córrego Prosa exibe “cicatrizes” e problemas antigos

Jorge Almoas

A paisagem urbana de Campo Grande é cortada por dois córregos, que juntos, dão vida ao Rio Anhanduí. No córrego Prosa, os efeitos das chuvas dos últimos dias estão visíveis no trecho do leito que começa na frente do Shopping Campo Grande e segue até a Rua Padre João Crippa.

Ao longo de 2010, as avenidas Ceará e Ricardo Brandão foram protagonistas de protestos, reportagens e relatos de moradores por conta da destruição causada pelas chuvas do final de 2009 e fevereiro do ano passado. Agora, depois de entregue a recuperação da região, a vistosa melhoria apresenta pequenos deslizes.

Próximo ao condomínio Cachoeirinha, gabião colocado após estragos de chuva no ano passado já cedeu. (Foto: João Garrigó)Próximo ao condomínio Cachoeirinha, gabião colocado após estragos de chuva no ano passado já cedeu. (Foto: João Garrigó)

No Parque criado, e nunca inaugurado, na frente do Shopping Campo Grande, a vazão do córrego Prosa levou parte do gabião (estrutura metálica com pedras para ajudar na drenagem do excesso de água) construído.

As pedras, originalmente instaladas no gabião, estão espalhadas pelo leito do córrego e se acumulam logo após a queda no condomínio que leva o nome de Cachoeirinha, um dos mais atingidos pelo transtorno do buraco da Ceará.

Mais a frente, e em diversos pontos da margem do córrego ao longo da Avenida Ricardo Brandão, as obras de contenção da água pluvial consistem na instalação de sacos de areia na parte de baixo, cobertos por placas de grama.

Basta uma chuva mais forte para a areia ceder e a grama desaparecer, caindo nas águas do Prosa. Os sacos de areia que serviriam para diminuir a erosão acabam criando um cenário de descaso, com imensas valas ao longo da margem, exibindo problema, sujeira e descuido.

Em muitos pontos do córrego Prosa, placas de concreto e pedras soltas do gabião de trechos anteriores se acumulam, formando pequenas ilhas de material de construção, lixo e galhos.

Família de capivaras vivem em meio à ilha de lixo e concreto (Foto: João Garrigó)Família de capivaras vivem em meio à ilha de lixo e concreto (Foto: João Garrigó)
Socó divide espaço com lixo trazido pelo Prosa (Foto: João Garrigó)Socó divide espaço com lixo trazido pelo Prosa (Foto: João Garrigó)

Aqui e ali, é possível flagrar uma família de capivaras que esqueceu o menor filhote pelo caminho.

Com a força do córrego, auxiliado pela água da chuva dos últimos dias, o pequeno roedor não consegue retornar ao local onde a família está. Sozinho e minúculo diante da imensa quantidade de água, o pequeno animal emite ruídos, como quem pede socorro.

Ainda na Ricardo Brandão, no trecho entre as ruas Francisco Bento e Cícero Corá, a força da água deixou à mostra as raízes de uma árvore. Cercada pelos sacos de areia, a árvore faz parte de um quadro que chama a atenção pela fragilidade.

Percebe-se logo abaixo que a mureta das obras de drenagem da chuva cedeu à força da água. Pendente sobre o córrego, o concreto ameaça formar um pequeno desvio na rota da água que quer chegar ao Anhanduizinho.

Caminhando mais um pouco, é possível observar que a chuva levou parte do terreno da margem na frente de lojas de veículo. Com quase dois metros de altura e 1,5 m de largura, a área é uma armadilha de terra fofa e grama solta.

Um pequeno socó convive com o lixo trazido pelo córrego. Na tristeza do cenário de uma obra que, assim como muitos campo-grandenses, treme ao ouvir os primeiros trovões ou avistar as mais distantes nuvens negras.



Mais uma vez venho em defesa do prefeito,pois o que eu saiba o nosso lider do executivo alem de ser um bom administrador é tambem médico. temos que criticar a empleitera que realizou a obra. o prefeito libera a verba, não constrói nada. para mim ele (prefeito) tambem não passa de uma vitima desses bando de irresponssáveis . aliás será que éssa empleiteira não é daquele pessoal que estava preso. cuidado senhor prefeito,se for, o senhor tem que abrir seus olhos.
 
amilton ferreira de almeida em 14/01/2011 11:59:08
...e mesmo assim, a prefeitura continua autorizando lançamento de edificios da PLAENGE em toda orla do córrego a pelo menos 18 metros.....um absurdo irresponsabilidade da prefeitura e da empresa de obras civis, um grande risco para o futuro, enfim, não vai dar em nada mesmo...o proximo prefeito que se vire!!!
 
Sergio Correa em 14/01/2011 11:45:39
O Sergio Maciel falou tudo, para que matar a galinha de ovos de ouro,que enrriqueceu muita gente em campo grande, aquela obra em frente ao guanandizão que já consumiu milhões e nada foi feito, e que as manifestações populares no local, segundo o prefeito foi de cunho político, e a cada garoa o asfalto vai sendo engolido pelas aguas, mas daqui a dois anos as eleições estão aí e será que o povo vai esquecer o caos que ocorre a cada chuva?
 
Rubens Ferreira em 14/01/2011 11:05:51
30 MILHÕES INVESTIDOS, EM SACOS DE AREIA E GRAMA !!!!

CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO ????

CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO ????

CADÊ O MINISTÉRIO PÚBLICO ????
 
Eduardo Almeida em 14/01/2011 11:03:40
Rubinei...você não poderia expressar melhor os sentimentos que também tenho em relação ao que está acontecendo. É mistura de descaso, incompetência e irresponsabilidade com nosso dinheiro. Bem lembrada a situação da Ernesto Geisel em frente ao Maxxi. Fazem umas gambiarras que até um servente de pedreiro sabe que não vai funcionar, aí não funciona mesmo e abandonam.
 
Marcelo Tass em 14/01/2011 11:01:00
Como a palavra o prefeito Nelson Trad. Esperamos que não venha com desculpas "esfarrapas" e assuma a ineficiencia da secretaria de obras, que neste caso só tem adotado soluções evidentemente paliativas e ineficazes. Afinal, é o nosso dinheiro que está indo "literalmente" para o ralo.
 
José Manoel em 14/01/2011 10:37:19
As obras no entorno do shopping campo grande, condomínios Jardins do Jatobá e Cachoeirinha estão inacabadas, gerando apreensão por parte de mais de 600 famílias.
O IPTU nessa região foi reajustado em 14%, bem acima da inflação e da valorização imobiliária. Esperamos que a prefeitura acha com lisura e correção e resolva em definitivo essa situação, inclusive entregando a praça entre a Afonso Pena e Rua Jeribá. Não vamos esperar acontecer em Campo Grande as cenas vistas no Rio de Janeiro e São Paulo. Ação já! Usem o dinheiro dos impostos em melhoria para os cidadãos!
 
paulo roberto em 14/01/2011 10:06:06
Concordo com o leitor Rogério Luz, essa situação da Fernando Correa não é consequente da chuvas e sim do serviço de péssima qualidade realizado naquela área.
Sinceramente, nunca vi coisa igual. As obras em Campo Grande se resumem a colocar saquinho de terra ou grade com pedra e uma cobertura de grama para dar "acabamento". Primeira chuva e lá se vai a grama e surgem os sacos de terra. E o mais impressionante que durante todo o ano foi visível a qualidade da obra da Fernando Correa e ninguém fez nada. Será que a Prefeitura recebe a obra quando a empreitera termina? Ou simplesmente ninguém confere se a obra foi feita dentro das exigências do edital, pois desde que as obras de contenção das margens da Fernando Correa foram entregues se nota que a qualidade do trabalho é pessima.
Situação idêntica ocorre na avenida em frente ao Guanadizão. Aquilo parece obra de Igreja, nunca termina e sempre precisa de mais dinheiro!
Não sei se é incompetência, negligência ou simplesmente má fé, só sei que os grandes responsáveis por isso somos nós, população, que acompanhamos o que está acontecendo em nossa cidade e não reclamamos! Pior, continuamos votando nas mesmas pessoas (e familia) e ficamos calados frente a inércia do Ministério Público!
 
Rubnei Porto em 14/01/2011 09:09:33
Meses de interdição e milhões de reais investidos nesse exemplo maravilhoso de obra de contenção de enchente. Parabéns à prefeitura.
 
Murilo Delmondes em 14/01/2011 08:51:58
Não sou engenheiro nem arquiteto, apenas um leigo no assunto e como leigo já previ que na primeira chuva as gambiarras não aguentariam, qualquer cidadadão pudia prever. Brincadeira o que fazem com o dinheiro público.
 
Marcelo Tass em 14/01/2011 08:42:00
A prefeitura tem que começar, não autorizando loteamentos com lotes 10 x 20, depois que o dono construir a casa, não sobra area permeavel suficiente; e quando sobra, logo tudo é concretado e nem ao menos uma arvore é plantada. O plantio de arvores deveria ser no fundo do terreno, como é feito nos terrenos mais antigos, que tinham trinta metros de fundo. As ruas dos novos loteamentos, se tiver um veículo estacionado de cada lado, não passam dois veículos ao mesmo tempo. os loteamentos tem que voltar a serem no tamanho 12 x 30 no mínimo e as ruas ou avenidas não podem ter largura inferior a 10 metros. Hoje preferem asfaltar bairros com ruas mais estreitas em detrimento as de ruas mais largas, porque atenderiam mais familias. Na verdade querem dizer mais votos. A política é até bela, mas os políticos são todos maquiavélicos. O resultado é mortes e prejuízo sem fim.
 
valter antunes em 14/01/2011 08:39:01
Certa vez, o filho de um médico de uma cidadezinha do interior formou-se em medicina, e assumiu o lugar de "doutor" da região, haja vista a aposentadoria do pai. Um rico fazendeiro da região chamou o novo doutor para consultar acerca de uma ferida em sua perna, que há vários anos o "velho doutor" tratava. Na primeira consulta o jovem médico acertou a medicação, e uma semana após o fazendeiro estava curado. O fazendeiro agradeceu o jovem médico, e comentou que o seu pai (do médico) nunca havia acertado o remédio. O jovem médico, todo orgulhoso, foi comentar com seu pai o feito, com intuito de caçoar do mesmo. O velho doutor, após ouvir o filho, comentou: "É filho, nunca curei aquela ferida, mas foi de propósito, pois foi ela que pagou o seu Curso de medicina". Assim está a nossa Campo Grande, se "curarem a ferida", acaba a desculpa pra injetarem mais dinheiro nos "saquinhos de areia" na beira do rio...
 
Sérgio Maciel em 14/01/2011 08:34:46
Não adianta defender o prefeito e culpas as empreiteiras. Quem deve cobrar as empreiteiras? Nós? Ou a prefeitura? A prefeitura veiculou comerciais de TV - que não são baratos - enaltecendo as obras na região então tem culpa também.
 
Murilo Delmondes em 14/01/2011 03:07:46
E uma vergonha o que está ocorrendo nesta cidade. desde quando sacos de areia grama e arame sao suficientes para conter um volume tão grande de água , como acorre em dias de grandes chuvas nesses córregos ,por quê não faz como foi feito na rua maracaju a trinta anos . se não sabem fazer deixa pra quem sabe!
 
daniel almeida em 14/01/2011 02:26:45
Primeiramente quero parabenizr o jornalista Jorge Almoas, é realmente triste ver a nossa cidade em estado tão lamentável, é triste ver que a fauna e a flora podíam ter um trato que servisse de exemplo ao país, mas como sempre, os interesses estão sempre acima de tudo.
Vemos os exemplos do Rio de Janeiro e ficamos calados, não reconhecemos que nós. seres inteligentes, racionais, estas acabando com tudo o que nos foi dado pelo criador, e ficamos calados, olhando pra baixo, sem coragem de ver que toda esta pseudo-engenharia nõ é a olução final para um problema que tem se agudizado apartir da construção das torres alí proximas, certamente, muito lind ver Campo GRande com cara de cidade grnde, metrópole, mas a que custo?
Com a palavra, nos mesmos.
 
Edgar Mancilla em 14/01/2011 02:19:08
Não basta só o Ministério Público entrar em ação, a população também deve se manifestar nosso dinheiro vai literalmente por agua abaixo com tantos impostos, será que se deixar-mos de pagar o IPTU as coisas se resolvem ou pioram, pois esse imposto não atrasa na hora da cobrança, e as obras importantes que a prefeitura diz não ter verbas???!!!!
Morei por quase dois anos na Nhanhá, um dia a candidata Thais Helena passou pedindo votos na minha casa, fui categórico em exigir providencias pelo transporte e limpeza do bairro, até hoje ninguém da equipe dela se manifestou, já não moro mais na região e vi que nada mudou após a campanha, pois bem político é bonzinho na hora de pedir voto, e na hora de trabalhar o que fazem, pensem nisso, vamos ficar reclamando um para o outro ou vamos cobrar de quem deve trabalhar, os problemas estão ai e por que ninguém resolve????
 
Oswaldo Junior em 14/01/2011 01:14:43
As fotos que mostram as raízes descobertas são decorrentes da chuva, mas principalmente da falta de manutenção (ou atenção) da prefeitura. Em quase todo o trecho da Ricardo Brandão, da Uniderp até cruzamento com a Joaquim Murtinho, já havia indicativo de que os sacos de areia estavam rompidas há meses.
Logo em seguida à conclusão da obra, na época da seca (sem chuvas) começou a aparecer esses problemas, se a prefeitura tivesse acionado a construtora ou mesmo feito a manutenção não estaria nesse estágio de erosão, inclusive com risco de cair algumas árvores. E se essas árvores cairem num dia de chuva forte irão diminuir o fluxo do córregos (entupir), com isso ocasionam alagamentos na avenida, danificando o asfalto e inundando a vizinhança. Dai vão culpar o "São Pedro", o lixo da população ou falar que são "reclamações políticas".
Não precisa ser engenheiro para "ver" e "prever" as consequências. Será que alguém da Prefeitura nunca viu o inicio da erosão há meses. Afinal de contas eles passaram nesse trecho por quase um ano para acompanhar a obra da Ceará com Ricardo Brandão... ou será que não acompanharam a obra da Ceará? Ou desviaram do caminho (problema)? Ou vão esperar a chuva danificar tudo para pedir mais dinheiro para a Mãe DILMA...
Quem vai ficar no prejuizo são duas lojas grandes de veículos que ficam na Ricardo Brandão bem proximas ao local fotografado (acima) e podem ser alagadas pelo córrego.
.
 
Rogerio Luz em 13/01/2011 11:26:38
Imaginem se um emaranhado de tela arrancado do sistema gabião, se enrrosca debaixo do córrego que está sob a Av 31 de Março, em dias de muita chuva. Seria um pesadelo sem fim. Ou se faz uma obra consistente e pensando numa manutenção constante, ou o prejuizo para a sociedade será incalculável. Não precisamos criar monstros.
 
VALTER OLIVEIRA em 13/01/2011 10:49:46
Sempre a mesma coisa. Ano após ano a imagem é a mesma. A incompetência de nossos agentes públicos supera as imagens que já são cotidianas.
Pelo amor de Deus, sr. N. Trad Filho, contrate um grupo de engenheiros competentes que saibam realizar uma obra pública eficaz para o problema.
Essas chuvas que caem em CG não representam 1/4 das que habitualmente caem nas cidades do Vale do Paraíba e Serra do Mar, todavia o nosso sistema de drenagem e esdrúxulo ao ponto de ocorrer tais estragos.
Por favor, mais tenha mais competência na gestão da coisa pública. A competência de nossos agentes públicos se resume em angariar verbas da União, nisso CG é imbatível, todavia a mesma agilidade não se vê na resolução de problemas. Gostaria de ver toda essa eficácia tanta na obtenção de recursos como na execução das obras.
 
Celso Paes em 13/01/2011 10:37:02
Cade o Miniterio Publico? Ja foi gasto trinta milhoes de reais nas obras de desse corrego, e toda vez que chove e a mesma ladainha.Com essa grana dava pra canalisar o referido corrego, como foi feito com o da Av. Ernesto Gaisel. E a ma versacao do dinheiro publico.
 
Arthur Kosloski em 13/01/2011 10:20:56
Parabéns prefeito N. Trad filho, essa obra e a sua manutenção maravilhosa, como mostra as fotos, demonstram a grande eficiência do prefeito e sua equipe
 
Francisco Amaral Cruz em 13/01/2011 09:53:32
Isso nao e nada perto do buraco q esta enfrente ao Guanandizão, e ao hipermercado Maxxi na regiao da vila Nova Bandeirantes. Akilo sim e um absurdo, na margem bem enfrente ao mercado a manilia q esta isolando uma faixa da pista esta para cair dentro do corrgo, o buraco ja esta chegando na outra pista. Do sentido bairro centro, o buraco so aumenta. E ali a muito tempo não se ve obra nenhuma, nada esta sendo feito a muito tempo. Que vergonha.......
 
Vania Menegassi em 13/01/2011 09:51:15
Parabéns ao Campograndenews pela reportagem, talvez assim, o prefeito N. Trad Filho fique com vergonha ao ver essas fotos; a situação dessa parte do córrego Prosa, mostra a realidade de uma administração porca (com respeito ao animal que é muito útil).
 
Francisco Amaral Cruz em 13/01/2011 09:49:26
Nós, cidadãos campograndenses e sul-matogrossenses, esperamos que os modelos de urbanização e crescimento assistidos nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo não sejam os mesmos adotados em nosso estado. Com incentivo às novas habitações e crescimento de Campo Grande, não precisa ser perito para observar que as áreas verdes estão sendo engolidas pela cidade numa compulsão pelo desenvolvimento em sua pior concepção. As veredas de buritis, áreas de cabeceiras de rios, portanto próximas a nascentes, estão sendo visivelmente estranguladas (por exemplo, final da Av. Interlagos, próximo ao Rita Vieira; Av. Ernesto Geisel, próximo ao Parque Ecológico Anhanduí; áreas próximas ao viveiro de mudas municipal, no entorno do córrego Imbirussu, e por aí vai). Propagandas de novas instalações prediais se proliferam na TV e aparentemente enaltecem as áreas verdes, mas na prática estão invadindo essas áreas sem muito pudor. Calçada ou árvores, qual a melhor escolha? E quem perde com essas escolhas? Beleza e estética não bastam, sejamos mais inteligentes e respeitemos a natureza, suas características e condições ambientais naturais. Pensemos o óbio: a água que cai das nuvens precisa ir para algum lugar.
 
Mari Silva em 13/01/2011 08:51:18
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