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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

06/09/2013 15:17

Após decisão da Justiça, acadêmicos deixam voluntariamente reitoria

Aliny Mary Dias e Paula Maciulevicius
Saída foi pacífica e alunos mostraram que nada foi danificado (Foto: Cleber Gellio)Saída foi pacífica e alunos mostraram que nada foi danificado (Foto: Cleber Gellio)

Sete horas após a notificação da Justiça Federal, os cerca de 40 acadêmicos que ocupam a reitoria da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) há uma semana decidiram sair do prédio às 15 horas desta sexta-feira (6).

Os alunos saem de forma pacífica e não foi necessária a intervenção da Polícia Federal. Apenas uma viatura da empresa de segurança da universidade acompanha a desocupação.

Dois oficiais da Justiça Federal, que estiveram na reitoria por volta das 8 horas de hoje notificando os acadêmicos, também acompanham a saída dos alunos. A oficial Maria Terezinha Triandópolis disse ao Campo Grande News que o trabalho é de cumprir o mandado da Justiça.

“Estamos acompanhando a saída deles e, como não houve resistência, não precisamos acionar a Polícia Federal”, diz.

Antes de deixar o prédio, os alunos chamaram a imprensa e os servidores do setor de Comunicação Social da UFMS para registrar a situação do prédio. Não há estragos ou móveis quebrados e, a princípio, nada parece ter sido danificado ou furtado da reitoria.

A princípio, nada foi danificado ou furtado da reitoria da UFMS (Foto: Cleber Gellio)A princípio, nada foi danificado ou furtado da reitoria da UFMS (Foto: Cleber Gellio)

Uma banda composta por acadêmicos que ficaram uma semana no prédio “anima” a saída dos acadêmicos. Aluno do curso de Ciências Sociais, Maurício Costa, 24 anos, afirma que a ocupação do prédio chegou a 70 estudantes.

“Hoje estamos em 37 alunos, mas já dormimos em 70 pessoas. Estamos cumprindo uma ordem judicial e não queremos nenhum conflito, mas isso não quer dizer que acaba aqui”, afirma o estudante.

Os alunos reivindicam uma Universidade democrática, a investigação do escândalo resultado pela operação “Sangue Frio”, revisão de contratos e a saída da reitora da UFMS, Célia Maria Corrêa.



Jorge Pantaneiro, lógico que o voto de um professor deve ter valor maior que o de um estudante, afinal, ele, o professor, é mais velho e profissional da educação, o aluno é temporário e desconhece por completo a administração de uma instituição de ensino superior; além do mais, o número de professores é infinitamente menor que o de alunos. Assim, esse voto ponderado é justo e eficaz.
 
João Dias em 15/10/2013 12:09:22
A UFMS a muito tempo vem passando por um processo de desmande por grupos nela instalados que viram os benefícios próprios e esqueceram do Institucional (professores que elegeram esta reitora mostram o total descompromisso com a edução, pesquisa e a extensão). O CONSELHO UNIVERSITÁRIO não consegue se reunir, pois a sua maioria são pro reitores, diretores de centros, faculdades, etc.. todos do mesmo time que a reitora, as salas de aulas continuam super lotadas, falta de estrutura laboratorial e FALTA DE PROFESSORES com cursos até hoje em pleno funcionamento e sem condições. Os ACADÊMICOS tentam reivindicar, mas pouco são ouvidos e a transparência na universidade não exite, onde esta o RELATÓRIO DO ADMINISTRADOR disponibilizado na internet e uma reitora que só viaja e nunca sabe de nada.
 
JANINE BERG em 07/09/2013 08:51:29
O mais engraçado é que para eleger um Presidente da República TODOS tem o mesmo peso de voto e para eleger um reitor de universidade o voto dos professores vale quatro vezes o voto de um acadêmico e de um funcionário. Isso é justiça na educação? Isso é democracia? Os campi da UFMS clamam por justiça na instituição!!
 
Jorge Pantaneiro em 07/09/2013 08:16:27
Sou professora, sempre defendi e acreditei no Ensino Público, fico muito triste vendo jovens tendo que fazer isso para conseguirem os seus direitos. Não fiquem tristes meninos e meninas vocês estão saindo com a mesma dignidade que entraram, vcs não estão saindo pelas portas dos fundos, como está fazendo a Célia, ela sim tem motivos para isso, é vergonhoso para uma profissional certas atitudes, mas o que esperar de uma pessoa que não sabe e não quer ouvir, (talvez por medo), o que esperar de uma pessoa que não consegue agir com competência no cargo para que foi ESCOLHIDA.
Célia, educar é encantar, pense nisso, encante a educação do nosso estado e retire-se.
 
IVONE CARVALHO LANZARINI em 06/09/2013 16:49:25
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