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Capital

Após denúncia, concessionária de água repara esgoto a céu aberto em avenida

Trancamento de rede de esgoto foi provocado por acúmulo de areia e gordura, disse empresa

Por Alison Silva | 29/11/2023 15:09
Equipe de concessionária realizou o reparo no fim desta terça-feira (Foto: Divulgação)
Equipe de concessionária realizou o reparo no fim desta terça-feira (Foto: Divulgação)

Após denúncia dos moradores, a concessionária de água da Capital consertou o esgoto a céu aberto, entre a Rua Piriá e a Avenida Thyrson de Almeida, no bairro Guanandi. A empresa destacou em nota que o fluxo de água foi provocado por acúmulo de areia e gordura na rede de esgoto. A empresa destacou que a obstrução nos encanamentos foi agravada pelo uso indevido do esgoto e as fortes chuvas dos últimos dias.

“É resultado de mau uso da rede de esgoto, talvez por contas das enxurradas tenha entrado areia na rede, ou até por ligações irregulares de drenagem na rede de esgoto”, destacou a concessionária, que apontou que o acúmulo de gordura é resultado de despejo irregular de gordura na rede de água do bairro.

Sujeira - Na tarde desta terça-feira (29), moradores e comerciantes disseram por meio do Direto das Ruas que a concessionária responsável pelo fornecimento de água estava há pelo menos quatro meses sem resolver a obra de encanamento, localizada no meio da avenida, local com mau cheiro que espantava os clientes do comércio local.

Com apenas uma placa de sinalização, o fluxo da água que jorrava no meio da avenida atingia motociclistas, provocava ira nos condutores que passam no local, líquido que deságua diretamente no Córrego Anhanduizinho, que passa ao lado.

Buraco no meio da Avenida Thyrson de Almeida jorrava água nesta terça-feira (Foto: Alex Machado)
Buraco no meio da Avenida Thyrson de Almeida jorrava água nesta terça-feira (Foto: Alex Machado)

“A rede de esgoto sai do bairro e para aqui. A Águas Guariroba não deu andamento na rede. Trazem um caminhão, dão um jeito de interromper o fluxo de água, mas toda vez que chove é assim. Quando não está chovendo, esse fluxo de água diminui, e não transborda”, destacou um comerciante que preferiu não se identificar para evitar retaliações por parte da concessionária de água, à qual ele já recorreu várias vezes.

Morador da região há 10 anos, Anderson Silva, 32 anos, disse que o negócio está complicado. Com um aluguel de R$ 800 mensais, o comerciante disse que o mau cheiro é um dos fatores para o baixo número de clientes. “Isso atrapalha meu negócio, tudo isso acontece desde que estou por aqui. Quando está calor é pior ainda, porque o cheiro sobe, e com isso diminui o fluxo de clientes”, disse.

Anderson falou que a não resolução do problema é muito delicada, já que isso afasta de vez novos clientes. “Quem vai querer parar pra tomar cerveja com cheiro de fezes? Estou aqui há sete meses. Pessoal vem aí, para, olha, o buraco e não faz nada”, falou.

A denúncia chegou pelo Direto das Ruas, o canal de interação dos leitores com o Campo Grande News. Quem tiver flagrantes, sugestões, notícias, áudios, fotos e vídeos pode colaborar no WhatsApp pelo número (67) 99669-9563.

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