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Campo Grande, Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2018

06/03/2014 08:53

Após diagnóstico errado, menino picado por cobra segue internado

Luciana Brazil

O menino Thiago Marques, 9 anos, picado por uma cobra na tarde de sábado (1), no assentamento Estrela, saída para Três Lagoas, continua internado no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian, em Campo Grande.

Mesmo já tendo deixado o CTI (Centro de Tratamento Intensivo), onde estava internado desde a manhã de domingo, a criança continua em observação. Na noite passada, Thiago teve vômitos e continua urinando por uma sonda.

A criança recebeu diagnóstico errado ao ser atendido no sábado no CRS (Centro Regional de Saúde) do Bairro Tiradentes. Segundo a mãe, Rosânia Marques, 32 anos, o médico garantiu que a criança não havia sido picada por cobra ou escorpião, e receitou remédio para alergia e infecção. O profissional disse ainda que Thiago teria sido picado por formiga ou marimbondo.

“Ele estudou para isso. Acreditei nele. Mas durante toda a noite meu filho chorava de dor, eu dava remédio e a dor não passava”, contou Rosânia.

No domingo pela manhã, Rosânia resolveu levar o filho novamente ao posto de saúde, mas desta vez à unidade do bairro Nova Bahia.

Com o quadro de saúde bastante delicado, a criança foi imediatamente transferida para o CTI do Hospital Regional.

Depois de ficar três dias no CTI, Thiago foi para a pediatria na tarde de ontem (5), mas ainda utiliza uma sonda para urinar.

“Os médicos estão avaliando o quadro de saúde dele. Se ele continuar a urinar com sangue, vai voltar para o CTI. Por enquanto, ele só urina com a sonda, mas tem pouco sangue”, disse a mãe.

Ao dar entrada no Hospital Regional, a mãe lembra que o filho já estava bastante debilitado. “Ele já estava com pulso fraco, com o batimento cardíaco bastante alterado”.

Thiago foi picado enquanto pescava em uma represa com o irmão de 10 anos e um amigo. “Ainda não tem previsão para que ele saia”.

Com mais três filhos, Rosânia tem dormido na casa de um parente que mora no bairro Parque do Sol. “O assentamento é muito longe daqui para ficar indo e vindo toda hora. Então, eu durmo lá e de manhã eu venho cedo e fico aqui o dia inteiro”.

De acordo com a mãe, o menino ainda sente fortes dores no pé, mas está consciente. “Se Deus quiser, ele vai ficar bem”, diz, fazendo uma prece.



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