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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

15/04/2014 15:57

Após escândalo, hospital planeja recuperar poder de arrecadação até junho

Lidiane Kober

Passado pouco mais de um ano da Operação Sangue Frio, que detonou esquema de desvio de dinheiro público da saúde, o Hospital do Câncer, principal palco da corrupção, planeja recuperar até junho o poder de arrecadação. Por pelo menos seis meses, a instituição “padeceu” com a queda de 80% das doações, resultado da imagem desgastada do hospital.

Atual diretor financeiro da unidade de saúde, Claúdio Machado informou que, antes do escândalo, as doações mensais atingiam a média de R$ 200 mil, com picos de até R$ 240 mil. O número caiu 80%. “Gradativamente estamos recuperando a imagem e as doações”, destacou.

Em março, por exemplo, a arrecadação foi de R$ 165 mil e, neste mês, deve fechar em pouco mais de R$ 190 mil. “Em junho, esperamos normalizar as doações”, arriscou Machado. “Padecemos por seis meses”, comentou.

Para ele, a normalização é resultado de campanhas publicitárias. “Contamos com o apoio de muitos artistas”, disse, fazendo menção, por exemplo, a participação do cantor Michel Teló em propaganda em prol do hospital.

Operação – Em 19 de março de 2013, Campo Grande despertou com a PF (Polícia Federal) batendo na casa de diretores de dois dos principais hospitais do Estado e trazendo à tona escândalo de corrupção no tratamento contra o câncer por meio da Operação Sangue Frio.

Passados quase 13 meses, a investigação segue em segredo de Justiça e, de concreto, a população viu contratos superfaturados serem cancelados e assistiu suspeitos de desvio de verba pública cair um por um dos cargos de direção.



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