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Capital

Após furto, procurador pode responder por deixar fuzil dentro de carro

Material bélico é de procurador do Estado, que denunciou furto à Polícia Civil, alegando esquecimento em veículo

Por Marta Ferreira e Bruna Marques | 27/10/2020 18:25
Davanço, delegado titular da Depac, falou sobre posse responsável de armamento de fogo nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)
Davanço, delegado titular da Depac, falou sobre posse responsável de armamento de fogo nesta manhã. (Foto: Henrique Kawaminami)

Vai ser investigado pela Derf (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos) de Campo Grande o furto de pistola 9mm e fuzil calibre 308 de camionete pertencente a procurador do Estado, de 67 anos, informado à Polícia Civil nesta segunda-feira (26).  O titular da Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento), onde o registro foi feito, João Eduardo Davanço, informou que além de buscar localizar o armamento, também existe preocupação com as circunstâncias em que o armamento acabou sumindo.

"Temos que deixar bem claro que tanto o policial, quanto o colecionador ou o atirador esportivo ele nunca deve deixar arma de fogo no interior do veículo, sob pena inclusive de responsabilização”, afirmou ao Campo Grande News.

Conforme o boletim de ocorrência, o procurador é caçador autorizado pelo Ibama, que permite no Brasil apenas o abate de javalis, por terem se proliferado além do previsto. Ele informou que havia usado os equipamentos no domingo a noite, nos arredores de Campo Grande, e esquecido no carro.

Na segunda-feira, conforme alegou, foi almoçar em restaurante no bairro Santa Fé e quando voltou, 40 minutos depois, alguém havia aberto a Toyota Tundra e levado o material bélico.

Ao falar do assunto, o delegado da Polícia Civil disse que vai ser feita a investigação para localizar os bandidos e aproveitou para alertar sobre a posse responsável de armas de fogo.

O servidor público que tem uma arma funcional e essa arma venha ser furtada ele pode responder pelo furto da arma. Se a arma não for recuperada repor o valor que o estado pagou e além da responsabilização administrativa”, comparou.

Segundo a autoridade policial, será comunicado ao Exército para adoção das providências administrativas cabíveis em relação a esse armamento ter sido deixado de forma “descuidada” dentro de um veículo.

Além disso, afirmou, os documentos que instruem o boletim de ocorrência serão encaminhados para analisar as circunstâncias para verificar se toda a documentação e autorizações estão conforme a legislação.

A PGE (Procuradoria Geral do Estado), em resposta a pedido de posicionamento do servidor público, informou que o procurador comunicou o fato à direção da Procuradoria, “de que foi vítima de furto e de que tem toda a documentação.

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