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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

04/06/2012 11:10

Após limpeza no centro, preocupação é com parte histórica, avalia arquiteto

Paula Vitorino
Fachadas foram retiradas para Cidade Limpa. (Foto: Minamar Júnior)Fachadas foram retiradas para Cidade Limpa. (Foto: Minamar Júnior)

Ver as fachadas dos comércios do Centro de Campo Grande limpas, embora muitas ainda estejam “peladas” por conta da fase de transição, é motivo de satisfação, mas também preocupação para o vice-presidente da Federação Nacional de Arquitetura, Ângelo Arruda.

“É um começo, o primeiro passo, mas agora é que precisa haver a preocupação da administração pública e da sociedade para recolocar fachadas e revitalizar esses prédios preservando a história”, diz.

A retirada das fachadas do comércio faz parte do projeto de lei Cidade Limpa, desenvolvido pela Prefeitura Municipal e que já entra na quarta e última etapa. O objetivo é a despoluição visual do comércio da Capital, com a retirada de toldos e a troca dos letreiros chamativos para modelos mais "limpos" e padronizados.

Em meio a expectativa para ver o resultado do projeto, o arquiteto ressalta que a reformulação veio tarde e, com as fachadas a mostra, sem os letreiros, constatar a má conservação de alguns prédios com características históricas é uma decepção.

“Passei por algumas das ruas centrais e fiquei um pouco decepcionado ao ver o estado do que estava por trás dos painéis. Achava que tinha mais detalhes com importância arquitetônica ainda conservados. Vi muito reboco e mudanças feitas atrás dos letreiros”, diz.

O arquiteto lembra que o projeto de revitalização do Centro é discutido há 30 anos e que agora, com o projeto finalmente sendo colocado em pratica, é preciso mais empenho do poder público e sociedade para não parar só na despoluição visual, mas principalmente, resgatar a história do Centro.

Ele defende que os prédios com detalhes de valor histórico recebam atenção especial. “Não adianta só mandar tirar a fachada, tem que haver uma orientação para o comerciante revitalizar da maneira correta, porque o proprietário tá preocupado em não levar multa e em vender só”, afirma.

Angelo cita o exemplo de conjuntos de prédios que estão alugados para diferentes lojas e, caso não recebam orientação especifica da Prefeitura, receberão pintura e acabamento diferentes, de acordo com a preferência de cada lojista, descaracterizando ainda mais as características históricas.

Para o processo de revitalização e preservação, ele aconselha que fotos e reconstituições feitas em pesquisas sejam utilizadas como base.

Faça sua parte - O arquiteto, que também é professor na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), também chama a atenção da sociedade para a importância da região. “É a história de todos nós que está ali, todos têm que cobrar”, diz.

Com o objetivo de unir forças, ele garante que irá propor a outros arquitetos e estudantes montar um grupo de voluntários para oferecer orientação aos membros da ACICG sobre quais prédios tem valor histórico e como revitalizar o espaço preservando as características, sem precisar ter gastos a mais.

Projeto - De acordo com o diretor de controle urbanístico da Semadur, Waldiney Costa da Silva, não consta no projeto Cidade Limpa determinação específica para prédios com interesses históricos, mas apenas para os locais que já são tombados como patrimônio histórico ou estão em processo de tombamento.

Segundo Valdiney, são seis prédios nessa situação dentro da área da 3ª etapa do Cidade Limpa, que teve o prazo encerrado no último dia 31.

"Os proprietários desses prédios precisam atender a legislação para qualquer tipo de reforma, mantendo as características originais. Mas no caso de prédios apenas com interesse histórico não existe legislação que obrigue os proprietários a manter os detalhes originais, eles tem liberdade para reformar o local da forma que quiserem", explica.

A 3ª etapa do Cidade Limpa compreende as ruas Mato Grosso, rua Rui Barbosa, avenida Afonso Pena e rua Calógeras. A 4ª etapa já começou e vai até o dia 30 de setembro, englobando a avenida Mato Grosso, rua Padre João Crippa, avenida Afonso Pena, rua Pedro Celestino, avenida Fernando Corrêa da Costa, rua Rosa Cruz, avenida Ernesto Geisel, Afonso Pena e Rui Barbosa.

Ao final, serão 2.060 mil comércios participantes do Cidade Limpa.

O proprietário que não cumprir os prazos e regras é notificado, recebendo prazo de 15 dias para se adequar. Caso contrário, recebe multa de R$ 5 mil, que em caso de reincidência tem acréscimo de R$ 1 mil para cada metro irregular.

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na minha opiniao a revitalizaçao de predios antigos deveria ser dos orgaos publicos e dos interessados em historia e nao dos comerciantes que sao bombardeados de tantos impostos pra pagar . eu sou a favou da modernizaçao acabar com as fiaçoes inventar um sistema de iluminaçao mais economica porque o que esta estragando o visual do centro é as fiaçoes vamos botar os engenheiros,arquitetos em açao .
 
fernando abreu em 05/06/2012 10:27:41
"detalhes arquitetônicos importantes" como ornamentos característicos de estilo/época aplicados em fachadas não são as únicas informações a preservar no edifício histórico, embora sejam a parte mais óbvia e facilmente compreendida pela população. Preocupam-se só com aparências, com o que parece "bonito"... E todo mundo quer dar palpite...
 
Paulo de Abreu em 05/06/2012 03:32:44
Diego Ramos, essas cidades que citou não implodem "arquitetura velha". A atitude da nossa prefeitura parece um tanto limitada e precisa de mais soluções sustentáveis na paisagem, mas destruir a cidade é um crime contra a história e o sentimento de pertencimento coletivo. Além disso, quem pagaria por prédios novos? VOCÊ? "Fachada moderna" não significa boa arquitetura, criança.
 
Paulo de Abreu em 05/06/2012 01:30:02
Agora a dura realidade, acredito que a melhor ação será identificar os prédios que realmente tiveram pouca alteração em suas fachadas, dando a estes o benefício de restauro pelo poder público municipal e estadual, aos que tiveram alteração acima de 30 a 50% em suas fachadas, terá que arcar com 50% dos custos. Após a adequação das fachadas, despoluir: Cabos elétricos e telefônicos aparentes.
 
Henrique Miranda em 04/06/2012 10:07:49
Boa a iniciativa do poder público municipal em reduzir a poluição visual da área central da cidade e, assim, valorizar a arquitetura local. Para a preservação do patrimônio histórico, será necessário definir critérios para reforma e manutenção, conforme recomenda o professor Angelo. Outra necessidade premente é a retirada (fazer subterrânea) ou revisão (diminuição) da fiacão existente nos postes.
 
Rachel Soriani em 04/06/2012 08:23:11
Acho interessante a idéia de preservação da memória da cidade através de sua arquitetura, porém, creio que muitas dessas edificações já não preservam exatamente seus traços originais, visto que já se passaram anos e anos. Como fica o conforto da população em dias de sol e chuva, e dos comerciantes? Não acho uma medida correta por completo e creio que hajam coisas mais importantes para serem feitas
 
Flavio Gazzaneo em 04/06/2012 08:11:39
Além de prédios caindo aos pedaços, a parte mais feia inclusive fica por conta do emaranhado de fios aparentes. Não adianta mudar a fachada das lojas, cobrar dos comerciantes, se na rua não percebemos modificação alguma, ou modernidade, ou até mesmo o centro mais "limpo" como o projeto prega!
 
Gustavo Nadeu Bijos em 04/06/2012 08:05:51
VERDADEIRA PALHAÇADA OQ ESTÃO FAZENDO COM OS COMERCIANTES DO CENTRO!! QUEM GOSTA DE COISA VELHA É MUSEU.... ESTAMOS NO SECULO 21 GENTE...
 
RODRIGO RANUCCI em 04/06/2012 07:43:09
Sem contar que os toldos e fachadas também protegiam a própria loja de sol e chuva, tivemos que afastar todas as mercadorias e tirar o caixa da entrada da loja, pois o sol bate desde as 11 00 até a tarde diretamente, as operadoras não suportaram e em dias de chuva só fechando a porta mesmo pra não molhar clientes e funcionários.Achei uma medida precipitada e sem valor.
 
Elcio Marconato em 04/06/2012 05:46:45
O resgate hístórico de Campo Grande é um complexo de contradição : O próprio poder público no passado demoliu . Exemplo: Prefeitura , antiga sede do Rádio Clube ,O colégio Joaquim Murtinho , A pensão Bentinho e outros imóveis da 26 agosto , rua Joaquim Murtinho , rua Barão de Melgaço , os 03 antigos cinemas , A Igreja Santo Antonio, e o 1° cemitério era na Praça Ary Coelho .Tudo está retornando .
 
Paulo Pereira em 04/06/2012 05:13:30
Para ficar antigo centro comercial de Campo Grande , baixar urgentemente os preços dos estacionamento particulares , e nos parquimetros ter seguro , haja vista que vc pagou ,logo vc deve ter além do direito de estacionar alguma garantia , vc pode não encontrar mais o seu carro ou encontrá-lo danificado , quem vai pagar o prejuizo ?Mas a indústria de multa vai bem .É um verdadeiro caça níqueis .
 
Paulo Pereira em 04/06/2012 05:00:28
Quando acaba o crédito do parquimetro ,multa imediata , mesmo que vc já tenha gasto mais de uma ou duas horas , e quando vc tem pouco crédito ,não acha os fiscais vendedores e vc tem hora marcada ? haja vista que no centro da cidade tem consultórios etc..e tal ,neste momento vc não acha um fiscal por perto o que vc com veículo , bota fogo , joga no lixo , ? Isto é um Absurdo . pior sem segurança .
 
Paulo Pereira em 04/06/2012 04:54:39
Muito boa a iniciativa deste professor, basta saber se a ACICG vai aceitar.
 
Juarez Goncalves em 04/06/2012 04:48:44
Só falta tirar a linha de onibus da rua 14 de julho e Rui Barbosa , e diminuir o preço dos estacionamentos , quanto aos parquimetros , melhor atendimento para recarregar o chaveiro , e uma fiscalização e atendimento melhor , porque se não houver mudança no famigerado parquimetro ,,vai continuar sendo uma indústria de multa Exemplo vc estaciona tendo um crédito de 1:30 . Zerou ,multa JÁ ! basta .
 
Paulo Pereira em 04/06/2012 04:47:14
Com as verbas utilizadas nesse empenho e movimentação de funcionários públicos para se fazer cumprir essa lei, teria sido melhor aplicado se tivessem demolido esses prédios com arquitetura velha sem aproveitamento de espaço urbano, com uma modernização do centro urbano com fachadas mais modernas, algo inspirado nos centros de curitiba, parana, porto alegre, PRA QUE PRESERVAR TIJOLOS PODRES?
 
Diego Ramos em 04/06/2012 03:57:57
Bom não sei ainda como irá ficar, espero que melhor, pq com certeza vocês não andam dias de chuva no centro, pq só vão ao shopping né.
 
Adriana Araujo em 04/06/2012 03:47:08
Fui ao centro no sábado e o que vi foi "vários prédios despidos mostrando cimento velho, sem nenhum valor histórico, fios e cabos" deixando o centro horrível. Fiquei com vergonha do que vi, parecia uma cidade velha abandonada. É claro que há algumas fachadas históricas, mas são tão poucas que não cabe o que foi feito. Deveria haver um estudo para retirar os painéis somente dos prédios históricos.
 
Jean Silva em 04/06/2012 03:23:00
Concordo com a idéia de menos poluição visual, porém de nada vai adiantar tirar as fachadas comerciais e deixar as calçadas todas fora de nivel e sem padrão, além de não conseguir andar pelas calçadas esbarrando hora nos postes de energia hora nos paquimetros!
 
Ailton Bastiani em 04/06/2012 02:50:58
Eu queria saber é se vao plantar umas arvores pelo menos…. porque comerciante nao gosta de arvore na frente das lojas, agora sem toldo vai ser uma beleza o solzão rachando na cabeça de quem vai no centro…. Foco, pessoal, foco!
 
Grinalda Ribeiro em 04/06/2012 02:35:14
Quem vir o resultado da retirada dos letreiros pode comprovar que não tem tanta história assim para resgatar. A quase totalidade das fachadas é inexpressiva em sem detalhes arquitetônicos importantes. A retirada os toldos também vai fazer diferença para quem circula a pé no centro da cidade nos dias de sol ou chuva. Para quem anda com frequência na região, vai fazer falta.
 
Mário Katayama em 04/06/2012 01:28:11
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