Preso e solto, homem que deixou faxineiro cego teve histórico violento ignorado
Desde 2018 agressor era preso e solto, apesar de série de crimes que vão de roubo a violência doméstica
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Um homem de 26 anos, com histórico criminal desde 2017, foi preso após agredir e deixar cego um paciente recém-transplantado em frente ao Instituto da Visão, em Campo Grande. Leandro Vianna da Silva, que já havia sido condenado e fugido do sistema prisional, acumula registros de violência doméstica, roubos e furtos. O paciente, que havia realizado um transplante de córnea há um mês, foi agredido com um soco no olho esquerdo enquanto aguardava consulta de acompanhamento. O impacto rompeu os pontos cirúrgicos, causando perda permanente da visão. No mesmo dia, o agressor atacou outro transeunte na região, confirmando um padrão de violência contra desconhecidos em via pública.
O ataque que deixou um paciente recém-transplantado cego de um dos olhos não foi um episódio isolado nem imprevisível. O histórico criminal mostra que a sequência de violência não é recente, apesar de Leandro Vianna da Silva ter apenas 26 anos. Há registros desde 2017, incluindo caso de violência doméstica.
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Em 2018 e 2019, ele respondeu por roubos e furtos, chegando a ser preso pelo próprio GOI (Grupo de Operações e Investigações), que também realizou a prisão recente.
Em 2020, foi condenado pela Justiça, mas poucos dias após a publicação da sentença fugiu do sistema prisional, sendo recapturado semanas depois e encaminhado a uma unidade de segurança máxima.
Em dezembro de 2025, Leandro voltou a atacar na região do Carandá Bosque, onde jogou uma pedra contra uma vítima e, em outro episódio, desferiu uma facada, segundo registros policiais.
Ontem, a agressão ocorreu no momento em que faxineiro da rede Municipal de Ensino lutava para recuperar a visão e integra uma sequência de episódios violentos atribuídos ao mesmo autor, que acumula passagens pela polícia, já foi preso e condenado, fugiu do sistema prisional e, mesmo após novos ataques, continuava circulando livremente pelas ruas.
Ainda segundo a Polícia Civil, horas depois de agredir o paciente na última segunda-feira (26), em frente ao Instituto da Visão, Leandro voltou a atacar outra pessoa na mesma região. Por volta das 15h, guardas civis que participavam das buscas flagraram o agressor desferindo um soco no rosto de uma pessoa que caminhava pela calçada. A vítima sofreu ferimentos na boca e precisou de atendimento.
Funcionários do Instituto relataram que o agressor é conhecido na região por comportamento violento e por abordar pessoas de forma agressiva. Essa percepção é confirmada pelos registros oficiais: consultas aos sistemas policiais apontam ao menos sete episódios anteriores de agressões semelhantes, sempre contra pessoas desconhecidas e em via pública.
Também não há nenhum laudo anexado que demostre se Leandro tem alguma doença psiquiatria, mas ele declara que é usuário de droga, outro problema sem controle nas ruas de Campo Grande.
Ataque que deixou paciente cego - Pouco mais de um mês antes da agressão, o paciente havia passado por um transplante de córnea, procedimento delicado e considerado, em muitos casos, a última chance de recuperação da visão. Na manhã de segunda-feira (26), ele chegou cerca de uma hora antes do horário marcado para a consulta de acompanhamento pós-cirúrgico e aguardava a abertura da clínica. Enquanto esperava, foi surpreendido.
De acordo com o registro policial, o agressor desferiu um soco diretamente no olho esquerdo da vítima, atingindo exatamente a região recém-operada. O impacto rompeu os pontos da cirurgia e provocou o extravasamento do globo ocular.
O laudo médico anexado ao caso é direto ao apontar as consequências. O documento afirma que a agressão causou perda permanente da visão que havia sido recuperada com o transplante. O paciente deverá passar por novas cirurgias e, segundo avaliação médica, é muito provável que não volte a enxergar pelo olho atingido. Também foi constatada incapacidade para as atividades habituais por período superior a 30 dias.
No documento que fundamenta a prisão, a autoridade policial afirma que a liberdade do agressor, apesar do histórico conhecido e das agressões recentes, “provavelmente custou a visão de um olho de uma vítima completamente inocente”. O texto destaca ainda que mantê-lo em liberdade representava risco concreto de novas agressões.
Enquanto o agressor permanece preso, aguardando a audiência de custódia e à disposição da Justiça, o paciente que lutava para voltar a enxergar agora enfrenta a possibilidade de nunca mais recuperar a visão perdida em segundos.
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