Após mais de 18 anos travado, prefeitura encomenda novo estudo do Porto Seco
Município negocia parceria com a Infra S.A. e quer definir modelo para futura concessão da área

A Prefeitura de Campo Grande prepara mais um estudo para avaliar a viabilidade do TIC (Terminal Intermodal de Cargas), também conhecido como Porto Seco, empreendimento cuja implantação é discutida há quase duas décadas. A administração municipal negocia uma parceria com a Infra S.A., empresa federal especializada em estudos de infraestrutura e logística, para definir se a área poderá abrigar um porto seco ou uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação).
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A Prefeitura de Campo Grande negocia parceria com a Infra S.A. para avaliar a viabilidade do Terminal Intermodal de Cargas, o Porto Seco, discutido há quase duas décadas. O objetivo é concluir o estudo ainda este ano para definir se a área abrigará um porto seco ou uma Zona de Processamento de Exportação e avançar no processo de concessão do espaço, que custou R$ 30 milhões e teve obras concluídas em 2020.
A informação foi confirmada pela secretária municipal de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Catiana Sabadin. Segundo ela, o objetivo é concluir o levantamento ainda neste ano para dar andamento ao processo de concessão do espaço.
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"Queremos ter o estudo ainda este ano para pleitear junto à Receita Federal a zona alfandegada. Precisamos disso para termos um objeto para a futura concessão do espaço", disse.
A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que o município retomou a administração da estrutura após a antiga concessão não avançar e que o local continua sendo tratado como uma oportunidade para fortalecer a logística da Capital, especialmente diante da Rota Bioceânica.
"Hoje, o Porto Seco está sob a administração de Campo Grande e nós temos, sim, um estudo técnico avaliando quais são as melhores propostas e possibilidades para desenvolver, dentro do Porto Seco de Campo Grande, um hub logístico para a nossa cidade."
Segundo a prefeita, a intenção é integrar diferentes modais de transporte, como aéreo, ferroviário e rodoviário, e transformar o Porto Seco em uma grande possibilidade de desenvolvimento para Campo Grande, na área de logística.
O novo levantamento será mais um capítulo da longa tentativa de viabilizar o Terminal Intermodal de Cargas de Campo Grande. O projeto foi idealizado durante a gestão do então prefeito André Puccinelli (MDB), entre 1997 e 2004. As obras começaram em setembro de 2007, mas só foram concluídas em dezembro de 2020, após investimento de R$ 30 milhões e diversas paralisações no decorrer de 13 anos. A estrutura foi construída às margens do anel viário, entre as saídas para São Paulo, Sidrolândia e Corumbá.
Ao longo desse período, diferentes estudos e comissões foram criados para definir o futuro do empreendimento. Em 2011, a prefeitura instituiu uma comissão para analisar projetos destinados à implantação do terminal intermodal e preparar a licitação que definiria a empresa responsável pelas obras e pela operação do complexo.
Na conclusão da obra, a expectativa era de que o Porto Seco movimentasse até 2,2 milhões de toneladas de cargas por ano. Na época, o Consórcio Park X havia sido selecionado para operar a estrutura por 30 anos, mas a concessão não entrou em vigor.
Em 2021, o município contratou o Consórcio Pantanal para elaborar um estudo de viabilidade técnica e econômica do empreendimento. No ano seguinte, a prefeitura divulgou o resultado, apontando que o terminal possuía viabilidade logística e econômica e poderia impulsionar novos negócios e atrair investimentos para Campo Grande.
Já em 2023, outro grupo de trabalho foi criado para analisar o estudo técnico e definir a destinação do espaço, avaliando se o empreendimento deveria permanecer como terminal intermodal de cargas ou receber outra finalidade. Agora, a prefeitura pretende utilizar um novo estudo para definir o modelo de exploração da área.
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