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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

20/12/2018 10:46

Após noitada regada a drogas, dupla estupra camareira de motel

Um dos suspeitos foi preso em flagrante e o outro está foragido. Caso é investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher)

Geisy Garnes e Bruna Kaspary

Uma camareira de 49 anos foi estuprada após tentar retirar dois clientes de um dos quartos de um motel da Avenida Bandeiras, no Jardim Nhanha, na noite de terça-feira (18), em Campo Grande. Segundo a polícia, os suspeitos cometeram o crime após uma noitada regada a drogas. Um dos autores, Adilson Careces de Souza de 29 anos, foi preso em flagrante.

Conforme a delegada Sueili Araujo Lima Rocha, da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à mulher), em depoimento a vítima detalhou que os suspeitos chegaram ao motel por volta das 20 horas, acompanhados de uma garota de programa. Horas depois, a mulher foi embora e os dois homens permaneceram por mais duas horas no local.

A camareira então foi ao quarto avisar que haviam “extrapolado” o tempo e por isso precisavam sair, mas ao bater na porta foi puxada para dentro do quarto. Ali teve a roupa rasgada pelos suspeito, foi estuprada e agredida por Adilson Careces de Souza.

Para a delegada, a vítima contou que gritou por socorro, mas teve as mãos amarradas e a boca amordaçada com um pano. Ainda assim, o filho da proprietária do motel, de 53 anos, ouviu os gritos da funcionária e foi até o quarto em que o crime acontecia.

Percebendo que a porta estava “trancada” com um frigobar, bateu e foi recebido pelo segundo suspeito, identificado até o momento como “Cabeção”. O homem alegou que o amigo estava com uma garota de programa, mas um novo grito da vítima fez o funcionário forçar a porta e entrar no quarto. Ele encontrou a camareira no chão, nua e Adilson em cima dela.

Ao Campo Grande News, a delegada relatou que a testemunha estava com um cassetete e tentou ajudar a vítima. Adilson chegou a tomar o bastão das mãos do homem, que conseguiu pegar a “arma” de volta e correu para chamar a polícia. “Cabeção” ainda tentou persegui-lo, mas mudou de ideia e fugiu após pular um muro de 4 metros.

O filho da proprietária correu até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Piratininga, que fica próxima ao motel e voltou com policiais civis. No local, os investigadores encontraram mais uma vez a porta do quarto fechado pelo suspeito. Após aviso de que ela seria arrombada, Adilson se entregou.

“Quando a polícia chegou, ainda encontrou ele por cima da vítima. Isso mostra que mesmo depois do flagrante ele voltou para estuprar a vítima”, detalha a delegada. No quarto os policiais encontraram porções de pasta base e também de cocaína, além de vestígios de que os suspeitos fizeram o uso excessivo das drogas.

Durante o interrogatório, Adilson mostrou frieza e calma. Segundo a delegada, a todo momento ele tentava desqualificar a vítima, afirmando que ela “queria manter relações sexuais com ele”. “A violência ficou explícita pelos machucados da vítima, que também foi agredida e principalmente pelas imagens de câmeras de segurança”, reforçou. A imagens não foram divulgadas pela polícia.

A vítima contou ainda que dentro do quarto foi ameaçada pelo suspeito, que a todo momento falava que se ela não fizesse o que ele mandava, iria matá-la. Para a delegada, a camareira afirmou acreditar que também seria estuprada pelo outro homem caso a testemunha não tivesse ouvido seus gritos. “Ela descreveu que “Cabeção” ficou observando como se estivesse esperando sua vez”.

O segundo suspeito é procurado pela polícia e assim como Adilson vai responder por estupro. “Ele pode não ter praticado o ato, mas ajudou no crime”. Os dois ainda serão investigados por tráfico de drogas, a intenção é esclarecer se a dupla vendia a pasta base dentro do motel.



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