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Capital

Após ordem judicial, “Pedreiro Assassino” é transferido para Instituto Penal

Cleber de Souza deu entrada no presídio às 15h30 e está em uma cela isolada dos outros presos

Por Geisy Garnes e Marta Ferreira | 26/05/2020 17:02
Cleber na noite em que foi preso (Foto: Kísie Ainoã)
Cleber na noite em que foi preso (Foto: Kísie Ainoã)

Cleber de Souza Carvalho, de 43 anos, que ficou conhecido como “Pedreiro Assassino” após confessar sete assassinatos na Capital, foi transferido para o Instituto Penal de Campo Grande nesta terça-feira (26). Até essa manhã, ele estava em uma cela da Defurv (Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos).

Conforme apurado pelo Campo Grande News, o “Pedreiro Assassino” deu entrada no presídio às 15h30 e está em uma cela isolada dos outros presos. A transferência de Cleber aconteceu por determinação do juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, em resposta a um pedido da defesa do réu.

O pedido de providências foi feito pelo advogado Jean Carlos Cabreira de Sousa. Ele alegou que o pedreiro “sofreu agressões físicas e psicológicas” desde que foi preso e que nos encontros com o cliente era visível seu “estado de fragilidade, fadiga mental e física”.

No documento, o advogado afirmou ainda ter denunciado policiais civis e o delegado Carlos Delano ao Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) pela situação do cliente. O promotor Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos deu parecer favorável à transferência e o juiz deferiu o pedido.

Em resposta as acusações da defesa, a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), unidade responsável pelas investigações dos crimes, informou que todas as ações são “calcadas na lei e submetem-se ao controle de diversas instituições”.

“Todo o procedimento adotado nesta investigação está, como em todos os outros casos, de acordo com a lei e aguarda a apresentação das provas que a defesa do suspeito diz possuir, para prestar esclarecimentos a quem de direito, quando solicitado”, diz a nota.

Entenda – A série de assassinatos cometidos pelo pedreiro foi descoberta durante investigações sobre o desaparecimento do José Leonel Ferreira dos Santos, de 61 anos. Junto com a mulher e a filha, Roselaine Tavares Gonçalves e Yasmim Natacha Souza de Carvalho – de 40 e 19 anos – Cleber matou a vítima e se mudou para a casa dela.

Depois de saber da situação e não conseguir contato, a família de José Leonel procurou a polícia. Equipes da delegacia especializada foram ao endereço e encontraram o corpo do comerciante enterrado no quintal. Roselaine e Yasmim foram presas no dia 7 de maio por envolvimento do crime, Cleber só foi encontrado no dia 15.

Preso, o pedreiro confessou o assassinato do comerciante e ainda relevou outros seis homicídios. Em depoimento, contou os casos com riqueza de detalhes, levou os policiais aos locais em que ocultou todos os corpos e ajudou a escavar para retirada de ossadas.

José Leonel foi à última vítima de Cleber e é o primeiro caso a chegar à justiça. O comerciante foi assassinato com um golpe de barra de ferro na cabeça, na madrugada do dia 2 de maio, na Vila Nasser.

As outras vítimas, todas homens, foram identificadas como José Jesus de Souza, de 45 anos, Roberto Geraldo Clariano, 50 anos, Hélio Taíra, 74 anos, Flávio Pereira Cece, 34 anos, Claudionor Longo Xavier de 47 anos e o aposentado Timóteo Pontes Romã, de 62 anos.