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Campo Grande, Terça-feira, 21 de Agosto de 2018

15/12/2016 16:05

Após polícia retirar bloqueio, catadores ameaçam invadir o lixão

Amanda Bogo e Adriano Fernandes
Trabalhadores e policiais conversam na BR-163, onde ocorre a manifestação (Adriano Fernandes)Trabalhadores e policiais conversam na BR-163, onde ocorre a manifestação (Adriano Fernandes)

Após policiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal), removerem a barreira feita por catadores do aterro de entulho localizado no Jardim Noroeste, em Campo Grande, para que não ocorra nova interdição na BR-163, os trabalhadores foram para a frente do lixão e ameaçam invadir o espaço. 

A manifestação ocorre devido ao fechamento do aterro nesta quinta-feira (15). Cerca de 90 trabalhadores, doze policiais e quatro viaturas da PRF e nove guardas municipais estão no local. Os catadores se queixam que os policiais chegaram retirando os objetos que fechavam a BR-163 sem realizar nenhum tipo de diálogo, porém não houve agressão ou tipo de violência.

Segundo o agente da PRF, André Neves, a polícia tentava controlar os manifestante explicando que a rodovia não pode ser bloqueada devido a uma ordem judicial expedida agora a tarde e que proíbe o fechamento do trecho da BR-163.

Após conversas com os agentes da PRF, os trabalhadores foram para a frente do aterro e ameaçam invadir o lixão. A avenida Alexandre Herculano, que fica na lateral do lixão, está bloqueada nos dois sentidos.

Eduardo Chaves de Melo, 25 anos, é catador há seis anos no aterro do Jardim Noroeste. Ele disse que a Prefeitura foi até o local no dia 09 deste mês dando prazo de trinta dias para que todos os trabalhores saíssem do local. “Eles fizeram uma promessa e não cumpriram. Hoje de manhã já estava bloqueado e em menos de uma semana eles descumpriram essa promessa”, afirmou.

“Eles não deixam a gente nem entrar para retirar o material que estava selecionado para a reciclagem”, reclamou Fabiano Vieira, 32 anos, que trabalha no local há dez anos.

Não são só os catadores que se sentem prejudicados com a interdição. “Descarregávamos aqui cerca de mil caçambas, e agora para onde vamos levar esses entulhos? Como vai ficar nossos clientes? Não podem entrar lá nem sequer para retirar as caçambas que já estavam”, disse o caçambeiro Anage Felisbino dos Santos, 59 anos.



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