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Campo Grande, Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018

19/04/2015 09:22

Após quatro anos, servidora afastada por suposta fraude retorna ao cargo

Kleber Clajus

A servidora do Ministério da Saúde, Maria Helena Silva de Faria, deve retornar na próxima semana ao cargo de agente administrativo, após cerca de quatro anos afastada. Ela foi uma das oito pessoas indiciadas, em 2011, por suspeita de envolvimento em fraude de processos licitatórios na Prefeitura de Ladário, município distante 419 quilômetros de Campo Grande.

No período, Maria Helena manteve os vencimentos básicos de R$ 4,3 mil, porém ainda aguarda o término do processo que tramita em sigilo na 1ª Vara de Justiça Federal de Corumbá.

“O Ministério da Saúde entendeu que posso voltar ao cargo na segunda-feira (20), pois sou funcionária concursada e retorno para minha origem em Campo Grande”, disse a servidora ao Campo Grande News.

Quando questionada sobre seu envolvimento com o PT (Partido dos Trabalhadores), ela ressaltou ser “filiada e, como não tinha impedimento legal, me dediquei a atividades de militância”.

Fraude – Em 2011, a Operação Questor desarticulou quadrilha composta por servidores públicos e empresários que fraudavam procedimentos licitatórios com recursos federais destinados as áreas de saúde, educação e infraestrutura em Ladário.

Na ocasião, foram cumpridos sete mandatos de prisão temporária e 26 de busca e apreensão por equipes da Polícia Federal, MPF (Ministério Público Federal) e CGU (Controladoria-Geral da União).

De acordo com as investigações, o prejuízo aos cofres públicos foi estimado em R$ 500 mil e o crime consistia na montagem e manipulação de processos licitatórios, mediante a restrição ao caráter competitivo, falsificação de documentos para favorecer empresas fantasmas ou com vínculos com servidores da prefeitura.

Desdobramentos ocorreram no ano seguinte, quando se constatou que as mesmas empresas envolvidas nas fraudes também eram fornecedoras da Prefeitura de Corumbá.



Que vergonha né? A "servidora" desvia dinheiro, aplica golpes, vai presa e é liberada, fica afastada recebendo seu salário limpinho, agora vai voltar às atividades como se nada tivesse acontecido. E os colegas que trabalham direito, cumprem sua jornada e seus afazeres, tem que se submeter a dividir espaço com a dita cuja. Isso é um absurdo. De que adianta ser honesto no país da bandidagem?
 
Mariana Carvalho em 19/04/2015 14:56:00
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