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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

17/05/2016 21:12

Aprovados em concurso pressionam prefeitura e questionam terceirizados

Nyelder Rodrigues e Michel Faustino

Diante da decisão judicial que determina a demissão de 4,3 mil contratados pela prefeitura de Campo Grande por meio de convênio com a Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar) e com a Seleta Sociedade Caritativa Humanitária, candidatos aprovados em concurso e ainda não convocados pressionam o Executivo municipal.

Na manhã desta quarta-feira (18), várias pessoas que realizaram o concurso em 2013 para assumir cargos como o de assistente social e monitoramento de alunos prometem se reunir em frente à prefeitura, às 8h, para cobrar a convocação de aproximadamente 1,5 mil candidatos que poderiam estar lotados em escolas e Ceinfs (Centros de Educação Infantil).

Nesta terça-feira (17), o prefeito Alcides Bernal (PP) se reuniu com representantes dos funcionários contratados através do convênio com Omep e Seleta na tentativa de tranquilizar a categoria sobre uma demissão em massa. O prefeito afirmou que as dispensas serão feitas gradativamente, pois ele não desobedecerá a decisão judicial.

"Vou fazer uma avaliação se é possível fazer um concurso para preencher essas vagas, afinal, podemos esbarrar na Lei de Responsabilidade Fiscal", afirma o prefeito, antes de ser questionado sobre os candidatos que reivindicam a convocação há quase três anos. "Vou avaliar essa situação também. Ela pode ser uma solução neste primeiro momento", completa.

Decisão judicial - Após o MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) apurar irregularidades nas contratações, ela entrou com ação na Justiça estadual pedindo a quebra destes contratos.

Segundo a promotoria, eles estão recheados de irregularidades como salários diferentes de pessoas que exercem a mesma função e até gente contratada, recebendo salário, mas sem trabalhar.

Nos autos do processo, a Justiça também já identificou preso há mais de dois anos, mas que foi contratado como vigia da Seleta, por exemplo. Também há moradora e trabalhadora de outro município admitida como coordenadora de cursos.

Na própria decisão, o magistrado diz que estes são apenas alguns dos casos ilegais. O Ministério Público, por sua vez, promete seguir com as investigações e pedido de punição dos possíveis envolvidos.



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