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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

25/07/2012 09:10

Área invadida no Centenário bloqueia rua e incomoda moradores no bairro

Viviane Oliveira
Aqui era para ser a rua João Penello, mas ela só existe no mapa. (Fotos: Simão Nogueira)Aqui era para ser a rua João Penello, mas ela só existe no mapa. (Fotos: Simão Nogueira)
Outra via bloqueada, com casas, que foram construídas irregularmente. Outra via bloqueada, com casas, que foram construídas irregularmente.

O problema já é antigo, mas continua sem solução. Uma área de comodato invadida, no Jardim Monte Alegre, na região do Centenário, em Campo Grande, tira o sono de muita gente.

Além de alguns moradores retirarem terra dos terrenos clandestinamente para revender, ruas do bairro que constam no mapa não existem no local. As vias estão bloqueadas com casas que foram construídas de forma irregular.

Por conta disso, comerciantes que querem investir na região se sentem prejudicados. A empresária Saskia Blauth, de 49 anos, começou a construir um posto de combustíveis localizado na avenida Guaicurus há um ano e parou com a construção por conta do problema.

“Essas ruas bloqueadas atrapalham qualquer possibilidade de ter um comércio no local. Nós pagamos impostos dessas vias que infelizmente só existem no mapa”, lamenta.

A empresária relata que parou com as obras porque duas das ruas que estão interditadas - a João Penello e a Ricardo Lopes - dão de encontro com o posto de combustíveis que fica na esquina. Além dessas ruas, cinco quadras são bloqueadas com imóveis que foram construídos de forma irregular.

“Nós queremos que a prefeitura abra essas ruas. Parei com as obras porque não dá para fazer mais nada. Só estou gastando dinheiro com seguranças para cuidar a obra, se alguém quiser comprar o posto eu estou vendendo”, reclama.

Os moradores da área invadida afirmam que compraram os terrenos de uma pessoa moradora no bairro e que tem como prova os recibos de compra e venda dos imóveis. O ajudante de serviços gerais Hudson Marcelino Borba, de 31 anos, é um dos compradores.

Hudson, que mora com a esposa e mais quatro filhos, conta que pagou R$ 3 mil pelo lote e torce para que o local seja regularizado. “Além de ser muito escuro à noite, porque não temos iluminação pública, vivemos com medo por causa da criminalidade”, afirma.

Os moradores da região lamentam que o bairro todo acaba prejudicado por causa da área invadida. “Essas ruas bloqueadas só atrapalham o crescimento da região e impede que novos comércios se instalem aqui”, pontua.

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, a Semadur (Secretária Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) vai mandar um fiscal no local, ainda esta semana, para identificar o problema.

Ainda de acordo com a assessoria a população pode denunciar qualquer tipo de irregularidades de invasão no telefone 156.

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