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Capital

Assassinado na Máxima tinha passagens por tráfico, furto e roubo

Leandro Sangales tinha 40 anos; ele morreu na tarde desta terça-feira

Por Dayene Paz | 14/02/2024 10:43
Fachada do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Divulgação)
Fachada do presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. (Foto: Arquivo/Divulgação)

Leandro Sangales Martins, de 40 anos, assassinado na Penitenciaria Jair Ferreira de Carvalho - de Segurança Máxima de Campo Grande - localizada no Jardim Noroeste, na tarde desta terça-feira (13), respondia por tráfico de drogas e tinha outras passagens na polícia. Ele foi morto e a perícia encontrou lesões na traqueia "compatíveis com morte decorrente de ação violenta".

Além do tráfico, Leandro Sangales tem ficha criminal por roubo, roubo majorado, falsificação ideológica e furto, nas cidades de Ponta Porã, Sidrolândia e Dourados.

Em Sidrolândia, a 70 km de Campo Grande, ele foi preso no dia 28 de agosto de 2019, por manter uma "boca de fumo" na casa dele, na Rua Leôncio de Souza Brito. Ficou quatro meses atrás das grades e depois foi colocado em liberdade.

Mas, acabou preso novamente no dia 15 de janeiro do ano passado, ocasião em que mentiu o nome para os policiais. Após descobrirem a verdadeira identidade, os militares constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra Leandro. Ele foi preso novamente e estava cumprindo pena na Máxima de Campo Grande.

Homicídio - Leandro começou a passar mal por volta das 8 horas desta terça-feira (13), quando estava na cela 24 do primeiro pavilhão. Logo na sequência, foi transferido para a cela 3 do pavilhão quatro, de atendimento aos internos com problemas de saúde. Já por volta das 13 horas, equipe do presídio fez o "confere" e ele ainda estava com dor.

Mais tarde, às 14h15, outros detentos da cela 3 chamaram os agentes da penitenciária, afirmando que a vítima estava passando mal. Quando as equipes entraram no local, perceberam que o preso já não tinha sinais de vida. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte. Foi então que a perícia também foi acionada e realizou os procedimentos necessários.

Naquele momento, o caso foi registrado na delegacia de polícia como "morte a esclarecer". Mais tarde, conforme a complementação do boletim de ocorrência feita na madrugada desta quarta-feira (14), médico legista informou ao delegado de plantão, Lucas Caires, que encontrou ferimentos na vítima.

O exame necroscópico apontou lesões na traqueia "compatíveis com morte decorrente de ação violenta". A lista de presos de ambas as celas que a vítima esteve foi relacionada no boletim de ocorrência. O caso foi alterado para "homicídio simples", na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol (Centro Especializado de Polícia Integrada).

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