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Capital

Assassinas de taxista são condenadas 1 dia após aniversário da vítima

Somadas, penas ultrapassam 46 anos de prisão

Por Clayton Neves | 30/11/2020 18:05
Luciano era taxista há 20 anos, mas também trabalhava como motorista de aplicativo. (Foto: Arquivo Pessoal)
Luciano era taxista há 20 anos, mas também trabalhava como motorista de aplicativo. (Foto: Arquivo Pessoal)

Se não tivesse sido brutalmente assassinado em abril deste ano, o taxista Luciano Barbosa Franco teria feito 45 anos no domingo (29). Um dia após o primeiro aniversário sem Luciano em casa, e sete meses após o crime, a família recebeu a notícia da condenação das duas acusadas que ainda aguardava julgamento pelo homicídio do trabalhador.

Raynara Laura da Silva Santos, de 21 anos, deverá cumprir pena de 21 anos e quatro meses. (Foto: Direto das Ruas)
Raynara Laura da Silva Santos, de 21 anos, deverá cumprir pena de 21 anos e quatro meses. (Foto: Direto das Ruas)

Em sentença da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Stefanie Paula Prado de Oliveira, de 19 anos, foi condenada a 25 anos e quatro meses de prisão. Já Raynara Laura da Silva Santos, de 21, deverá cumprir pena de 21 anos e quatro meses. Ambas vão ficar presas em regime fechado.

“A Justiça do homem foi feita. Ontem seria aniversário dele e acredito que esse foi um presente”, comenta a mãe, dona Izis Barbosa, de 67 anos.

O adolescente de 17 anos, que disparou contra Luciano, foi condenado a cumprir medida socioeducativa por 3 anos, pena máxima prevista para menores de idade. A decisão veio três meses após o crime.

Sete meses após perder o filho, dona Izis ainda tem dificuldades em acreditar que Luciano não vão mais voltar para os almoços em família. “É muito difícil. Tento não pensar que ele está morto e imagino que ele está apenas trabalhando”, comenta emocionada.

Stefanie Paula Prado de Oliveira, de 19 anos, foi condenada a 25 anos e quatro meses de prisão. (Foto: Direto das Ruas)
Stefanie Paula Prado de Oliveira, de 19 anos, foi condenada a 25 anos e quatro meses de prisão. (Foto: Direto das Ruas)

Além da saudade que fica no peito, a presença de Luciano também faz eco no quarto que permanece do jeito que ele deixou, e nas pequenas coisas que fazem lembrar do taxista. “Ontem foi um dia que lembramos muito dele. Estava chuvoso como ele preferia e no almoço tinha a comida que ele gostava”, lembra Andrea Barbosa de 47 anos, irmã de Luciana e hoje, suporte de dona Izis para os momentos em que a dor aperta.

O caso- Às 23h30 de ontem (26), Luciano foi chamado para uma corrida no Shopping Campo Grande e às 24h05 o aplicativo do carro foi desligado. Logo a família suspeitou e às 3h52 a irmã mais velha registrou Boletim de Ocorrência do desaparecimento.

Na última conversa com a família Luciano ele chegou a avisar que havia aceitado uma corrida, apesar de achar “suspeita”, com destino ao Jardim Carioca.

O veículo Virtus da vítima e o corpo foram encontrados por volta das 10h30 em regiões a cerca de 15 quilômetros distantes. O Virtus estava sem pneus na Bairro Santa Emília e o corpo de Luciano em matagal na BR-262, na altura do Núcleo Industrial, com marca de tiro na cabeça.

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