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Capital

Ato em favor de Lula reúne poucos na 14 com a Afonso Pena

Ex-presidente tem até às 16h (de MS) para se entregar à Polícia Federal

Gabriel Neris e Geisy Garnes | 06/04/2018 15:23
Poucas pessoas estão reunidas no centro de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)
Poucas pessoas estão reunidas no centro de Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

Manifestação contra a determinação do juiz federal Sérgio Moro de prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu poucas pessoas na região central de Campo Grande. Até o meio da tarde desta sexta-feira (6) cerca de 25 a 30 pessoas estavam no canteiro central da avenida Afonso Pena.

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Genílson Duarte, comentou que os manifestantes vão fazer uma espécie de vigília até a definição do que ocorrerá em São Bernardo do Campo, onde está Lula neste momento. A determinação é que permaneçam no local até o prazo estipulado pelo juiz federal Sérgio Moro. Conforme o despacho do magistrado, o ex-presidente tem até às 16h (de MS) para se entregar à Polícia Federal.

“Vamos ficar aqui mostrando que achamos um abuso, um autoritarismo não esperar o prazo do recurso, que é legal. Se ele vai ganhar ou perder é outro fato”, disse o sindicalista, que classifica como abuso a autorização de Moro para prender o ex-presidente.

Além da CUT, outros movimentos sociais e integrantes do PT também estão na região central da cidade. Gritos de ordem em apoio a Lula e faixas estão expostas para quem passa pelo local. Uma delas diz “Lula vale a luta”. A manifestação também provoca reação da população. Motoritas em apoio ao ex-presidente buzinam e outros gritam pedindo a prisão de Lula.

O presidente do diretório municipal do PT, Agamenon Rodrigues do Prazo, afirmou que o movimento serve como diálogo a sociedade sobre a situação do ex-presidente.

“Mas não só isso, é também uma alerta que a democracia do país está sendo ferida de morte, o que é pior. A Constituição do Brasil é clara, todo cidadão tem direito ao processo transitado em julgado, ou seja, tem direito de recurso até a última instância. Ela é clara, não tem interpretação. No caso, infelizmente, do Lula, o Judiciário brasileiro está politizando a questão”, protestou.

Segundo ele, os movimentos sociais e partidos de esquerda estão nas ruas nesta sexta-feira para alertar a sociedade. “É um alerta, hoje é o lula, amanhã pode ser qualquer cidadão”, disse.

Nome mais cotado para disputar as eleições ao governo do Estado pelo PT, Humberto Amaducci foi a São Bernardo do Campo representando o deputado federal Zeca do PT, presidente regional do partido. Carros com integrantes do partido também saíram de madrugada da Capital para o ABC Paulista.

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