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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/10/2015 19:01

Bancários aceitam proposta e voltam ao trabalho após 21 dias de greve

Flávio Paes e Alan Diógenes
Decisão foi tomada durante assembleia no Sindicado dos Bancários, na Rua Barão do Rio Branco. (Foto: Alan Diógenes)Decisão foi tomada durante assembleia no Sindicado dos Bancários, na Rua Barão do Rio Branco. (Foto: Alan Diógenes)

Depois de 21 dias de greve, os bancários voltam ao trabalho nesta terça-feira (27). Reunida em assembleia agora a noite, com participação de 250 trabalhadores, a categoria decidiu voltar ao trabalho amanhã (27), aceitando a proposta dos bancos que ofereceram reajuste salarial de 10%.

Ficou deifinido que as agências vão trabalhar uma hora a mais, apenas internamente, sem atendimento ao público, entre os dias dias 4 de novembro (quando o acordo vai ser assinado ) e 5 de dezembro para suprir a demanda de serviços que ficou represada nos 14 dias úteis de paralisação. 

A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e que os bancários aceitaram, além do reajuste salarial de 10%, benefícios e participação nos lucros, além de correção de 14% no vale-refeição e no vale-alimentação.

Os bancos aceitaram também abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas. Assim, após a volta ao trabalho, os bancários compensariam, no máximo, uma hora por dia útil, até o dia 15 de dezembro.

Inicialmente, os bancos ofereceram um reajuste de 5,5%, enquanto os bancários reivindicavam uma correção de 16% nos salários

2º greve consecutiva - Pelo segundo ano consecutivo os bancários recorreram a um movimento grevista para alcançar suas reivindicações salarias.  No ano passado, os bancários fizeram uma greve entre 30 de setembro e 06 de outubro.

Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros. A greve foi encerrada após proposta da Fenaban de reajuste de 8,5% nos salários e demais verbas salariais, de 9% nos pisos e 12,2% no vale-refeição.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

Na votação, que aconteceu na noite desta segunda-feira, maioria votou pelo fim da greve. (Foto: Alan Diógenes)Na votação, que aconteceu na noite desta segunda-feira, maioria votou pelo fim da greve. (Foto: Alan Diógenes)


Mais um ano em que o teatro da greve dos bancários se encerra, eles pedem 16%, os banqueiros oferecem 5,5%, a greve é deflagrada e 18 dias depois....aceitam 10%. Índice que mal cobre a inflação do período de 09/2014 a 09/2015. Engraçado é que o comando do sindicato, após a oferta de 10% recomendou aceitar a proposta, mas e os 16% pedidos inicialmente? Já se perdeu entre os 5,5% oferecidos e os 10% "conseguidos com muita luta." A verdade? Banqueiros saíram vencedores, quem sofre é a população e os bancários que depois de 18 dias se contentaram com tão pouco. Esse jogo já é manjado, há anos que é assim.
 
jukahballakid em 27/10/2015 10:47:54
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