Bancários de cerca de 30 agências da Capital param em protesto por reajuste
Funcionários aderiram à paralisação nacional que pede "mínimo ideal" de R$ 7,8 mil

Quem precisar de atendimento presencial dos bancos de Campo Grande nesta quinta-feira (20), pode se frustrar. É que cerca de mil bancários das agências da Capital aderiram à paralisação nacional de 24 horas por melhores salários e fim das demissões em massa, entre outras reivindicações que estão deixando a categoria insatisfeita há anos.
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Cerca de mil bancários de Campo Grande aderiram a uma paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira (20), reivindicando melhores salários e o fim das demissões em massa. A categoria rejeita proposta dos bancos de reajuste de 5% e pede elevação do salário base de R$ 2,5 mil para R$ 7,8 mil. Agências operam apenas com autoatendimento. A data-base da categoria é setembro e já foram realizadas oito rodadas de negociação sem acordo.
Na agência do Banco do Brasil da Avenida Afonso Pena, esquina com a Rua 13 de Maio, por exemplo, apenas os caixas de autoatendimento estão disponíveis. Cerca de 15 funcionários estão de braços cruzados participando da mobilização.
Presidente do SEEBCG-MS (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande-MS e Região), Neide Rodrigues explica que a Capital tem cerca de 2,5 mil bancários e que a base salarial da categoria é de R$ 2,5 mil. O que o movimento nacional pretende é elevar esse valor para R$ 7,8 mil, próximo do patamar do salário mínimo ideal calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Ainda de acordo com a sindicalista, a paralisação sinaliza que os bancários rejeitam uma proposta feita pelos bancos de reajustar os salários em 5%, acrescido de um índice que varia conforme o que eles já recebem: quem ganha mais receberia um menor reajuste, quem ganha menos, teria mais. A proposta de aumento diferenciado também valeria para o vale-alimentação e vale-refeição, mas em relação às regiões. Bancários de determinada parte do País receberiam um valor maior, e outra, menor.
"É pouco em relação ao banco de lucro de bilhões. A proposta deles era de fazer um reajuste escalonado. Quem ganha mais receberia menos, um índice menor. Quem ganha menos teria um índice maior. Mas também não apontaram para nós qual seria esse índice. Nós não aceitamos. Primeiro, porque a gente entende que o reajuste tem que ser igual para todos", frisa Neide.
A data-base dos bancários é em setembro. A categoria já passou pela oitava rodada de negociação e não chegou a acordo nenhum.
Bancos fechando - A bancária também aponta que a demissão em massa e o fechamento de agências têm prejudicado os clientes, especialmente pessoas mais idosas e com deficiência, que precisam de atendimento humano.
As cidades do interior são as mais impactadas. "O banco está demitindo, hoje nós temos mais municípios que não têm agentes bancários, que não têm posto de atendimento, que não tem mais o atendimento presencial", afirma.
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