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Capital

“Brasil cria pernas para andar sozinho”, diz secretário sobre vacina do Butantan

A criação da Butanvac foi anunciada hoje e pedido de teste será levado à Anvisa

Por Aline dos Santos | 26/03/2021 09:01
Titular da Sesau, José Mauro destaca grande experiência do Butantan com vacinas. (Foto: Marcos Maluf
Titular da Sesau, José Mauro destaca grande experiência do Butantan com vacinas. (Foto: Marcos Maluf

A criação da Butanvac, a possível vacina brasileira contra a covid-19, tem análise positiva do titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) em Campo Grande, José Mauro Pinto de Castro Filho.

“O Brasil acaba de criar pernas próprias para andar sozinho diante desse processo. A vacina é de um instituto que tem grande experiência e 100% nacional. Ou seja, independe de insumos e tecnologias de fora. Além da possibilidade de modificação da vacina de acordo com a variação do vírus”, afirma o secretário municipal de Saúde.

De acordo com o Estadão, o Instituto Butantan criou uma possível nova vacina contra a covid-19 e pedirá autorização à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar ensaios clínicos em humanos. O objetivo é ter 40 milhões de doses prontas até o fim deste ano.

Campo Grande abriu a vacinação em 18 de janeiro e, como em todo País, às vezes é preciso interromper a campanha por conta da falta de imunizante. Na Capital, 10% da população foi vacinada contra a covid-19.

“Observamos a redução de internação e de óbitos de pacientes acima de 90 anos com a aplicação das duas doses”, diz José Mauro. Do total aplicado, 90% é de doses da Coronavac, numa parceria do Butantan, com sede em São Paulo, e a chinesa Sinovac.

“Se a gente olhar a realidade aqui na ponta do atendimento, 90% das vacinas vieram do Butantan. Se não fosse a atitude do governo de São Paulo, por meio do governador, de tomar inciativa de estadista e ir à China para trazer vacina ao Brasil. Talvez ainda estivéssemos começando a querer vacinar a população”, afirma o titular da Sesau.

A Butanvac já passou pelos testes pré-clínicos, nos quais são avaliados em animais efeitos positivos e toxicidade. O imunizante também será testado nos dois outros países participantes do consórcio: Vietnã e Tailândia.

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