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Capital

Briga que começou por sobra de caldo termina em estupro e homem preso

Agressões começaram após vítima sugerir que ele levasse um pouco da refeição da família para o patrão, hábito que homem já tinha

Por Maressa Mendonça | 13/07/2020 09:17
Fachada da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)
Fachada da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande (Foto: Henrique Kawaminami)


Mulher de 46 anos denunciou ter sido agredida e estuprada pelo companheiro, 42, na última quinta-feira (9), em Campo Grande. A confusão começou após ela sugerir que ele levasse um pouco de caldo para o patrão, hábito que o homem já tinha. O pedreiro foi preso em flagrante e negou todas as acusações.

À polícia, a mulher contou ter um relacionamento amoroso com o pedreiro há um ano e meio. Na última quinta-feira, os dois foram até um bar, onde o homem ingeriu bebidas alcóolicas. O casal voltou para a casa do pedreiro e ele continuou bebendo.

A mulher começou a fazer um caldo e disse que ele poderia levar um pouco para o patrão dele como já era acostumado. O homem ficou irritado e começou a bater na vítima com socos no rosto, braços e costela.

Segundo o relato dela, as agressões continuaram durante toda a madrugada e incluíram puxões de cabelo. Após as agressões, o homem quis manter relações sexuais com a vítima. Ela respondeu que só queria voltar para casa.

O pedreiro ignorou as respostas negativas, fez ameaças de morte contra a mulher e a estuprou. Após as violências, ele começou a tratar a vítima de forma carinhosa sugerindo que ela não o denunciasse.

Na manhã de sexta-feira (10), ela aproveitou quando ele saiu de casa e acionou a Polícia Militar. O homem foi preso ao retornar para a residência.

Segundo a vítima contou na delegacia, esta não é a primeira vez que o homem a agride. Ela solicitou medidas protetivas de urgência contra ele e ainda apresentou as roupas íntimas que usava quando foi estuprada. Ela suspeita estar grávida do agressor, mas ainda não fez exames para confirmar. A vítima vai passar por exame de corpo de delito.

Outra versão - o pedreiro negou todas as acusações e disse que a mulher faz uso de remédios controlados e tentou suicídio. Ele diz ter segurado ela na tentativa de impedir que ela se ferisse. Ele também negou ter mantido relações sexuais com ela.

O caso foi registrado na Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher), na Casa da Mulher Brasileira.