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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

21/03/2013 17:48

Brookfield diz que parou obra em canteiro antes da chegada do MPT

Paula Maciulevicius
 Os 16 trabalhadores estão sem receber salários e vivem em condições degradantes. Empresa foi acionada pelo MPT. (Foto: Divulgação) Os 16 trabalhadores estão sem receber salários e vivem em condições degradantes. Empresa foi acionada pelo MPT. (Foto: Divulgação)

A Brookfield Incorporações informou, em nota nesta quinta-feira, que já sabia das irregularidades da empreiteira J.N. Cantuário Instalações Hidráulicas e Elétricas, antes mesmo da notificação do MPT (Ministério Público do Trabalho). A construtora havia dado um prazo para a regularização e como não o grupo não acatou as medidas exigidas, o trabalho no canteiro de obras estava suspenso desde o último dia 15.

A empresa explica que foi a equipe de Segurança do Trabalho quem identificou a situação e que proibiu qualquer atividade até que fossem cumpridas as exigências. Nesta quinta-feira eles foram acionados pelo MPT para esclarecer a situação encontrada nesta quarta-feira, em um residencial do programa Minha Casa, Minha Vida, onde 16 trabalhadores foram flagrados vivendo em condições degradantes no Portal Caiobá, em Campo Grande.

Ontem mesmo foi realizada uma audiência com três representantes da empresa para passar o que os peritos do trabalho encontraram no local. Os 16 trabalhadores estão sem receber salários e vivem em condições degradantes. Eles foram contratados pela empresa terceirizada JN, em Goiânia, mas vieram de diferentes estados, como Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás, com expectativa de ganhar em torno de R$ 2,5 mil mensais e após dois meses de trabalho, a empreiteira parou de pagar alegando que não estava recebendo da Brooskfield, dona do Residêncial Celina Martins Jallad, que é construído com recursos públicos.

Em nota, a Brookfield rebate dizendo que todos os pagamentos foram realizados dentro do prazo previsto em contrato e que não houve nenhuma parcela em atraso. 

Os trabalhadores estão alojados em duas casas próximas à obra do Portal Caiobá, onde não há camas em quantidade suficiente, há pessoas dormindo em redes, os colchões disponíveis são inadequados, não foram fornecidas roupas de cama e não há condições de higiene. Eles foram dispensados pela empreiteira JN, mas estão sem receber salários e sem condições de sair dos alojamentos.

A empresa afirmou que localizou o empreiteiro responsável que se comprometeu a regularizar o pagamento dos funcionários e que cumpre as leis trabalhistas e as diretrizes estabelecidas pelas normas de medicina e segurança do trabalho e que busca promover constantes melhorias no ambiente de trabalho.

Uma nova audiência entre a empresa e o MPT será realizada nesta sexta-feira.



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