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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

31/08/2011 10:53

Campo Grande terá nesta sexta primeiro júri popular digital do País

Nadyenka Castro

Iniciativa inédita no Brasil adotada a partir do dia 2 pela 2ª Vara do Tribunal do Júri começa com o julgamento de um rapaz acusado de matar outro em janeiro deste ano no bairro Coronel Antonino

Juiz Aluízio, no Plenário do Tribunal do Júri. A partir de amanhã, papelada em julgamentos feitos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri vão dar lugar a notebooks. (Foto: João Garrigó)Juiz Aluízio, no Plenário do Tribunal do Júri. A partir de amanhã, papelada em julgamentos feitos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri vão dar lugar a notebooks. (Foto: João Garrigó)

A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande realiza nesta sexta-feira o primeiro júri popular digital do País. “Pelo menos que se tem conhecimento será o primeiro”, diz o juiz responsável, Aluízio Pereira dos Santos.

A iniciativa inédita começa às 8 horas com o julgamento de Denner Souza Ruiz, acusado do assassinato de Rafael Silva de Almeida, 22 anos, no dia 9 de janeiro deste ano, no bairro Coronel Antonino.

De acordo com o magistrado, o júri digital vai funcionar da seguinte maneira: em vez de os jurados receberem cópias, em papel, com informações que as partes julgam ser importantes, como é comum, eles vão ler o processo através de um notebook.

Será disponibilizado um equipamento para os sete jurados com o processo que já está totalmente digitalizado. Advogados e promotores de Justiça, em vez de irem para o plenário com toda a papelada vão levar somente o notebook.

Além disso, informações poderão ser apresentadas aos jurados e demais presentes no plenário através do projetor de imagens.” A finalidade é dar agilidade aos júri e economizar papel, declara o juiz.

Aluízio explica que os processos já têm andamento digitalizado em diversos cartórios, mas será a primeira vez que um júri será feito nestes moldes. “É uma realidade que o Tribunal do Júri não pode ficar de fora”, finaliza.

Inovação - Esta não é a primeira vez que o magistrado inova. Para ‘tirar do armário’ diversos processos, o juiz realizou durante três anos júris simultâneos. Eram dois ao mesmo tempo, em plenários diferentes.

“Foram três anos, de 2007 a 2010, aproximadamente 250 processos”, lembra Aluízio. Agora, o andamento das ações penais na 2ª Vara do Tribunal do Júri está em dia.

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Segundo recente pesquisa a inovação tecnológica já atinge as mais diferentes classes da sociedade, que vão desde uma simples consulta bancária e hoje dentro dessa nova realidade a consulta e atuação efetiva dos operadores do direito em autos totalmente digitalizados, o nosso Judiciário em constante inovação foi dos primeiros a proporcionar ao seu jurisdicionado o acesso digital na esfera judicial, e, nessa esteira temos de dar os parabéns aos Magistrados que imbuídos nesse espírito inovador cada dia mais contribuem para o avanço não só da informação processual, bem assim no aprimoramento tecnologico dos processos...PARABÉNS
 
Ésio Mello Monteiro - Advogado em 01/09/2011 08:38:15
UMa boa ideia e criativa para a tecnologia já disponível. Parabéns ao idealizador dessa!
 
luiz alves pereira em 31/08/2011 11:37:49
As dificuldades para resolução dos processos não está na lei processual penal, mas quase sempe, estão na mente dos operadores do direito, que são vencidas, na medida que melhoram a forma de manejar os processos, simplificando solenidades que não ferem a lei, mas lhe dá melhor eficácia. São operadores do direito comoV.Exa. Dr.Aloisio, que se encorajam e desafiam para o novo, construindo formulas novas, modernas e necessárias para distribuição da justiça. Parabéns, nobre magistrado.
 
ULISSES DUARTE em 31/08/2011 09:17:48
O Poder Judiciário sul-mato-grossense, nas varas responsáveis pelos crimes dolosos contra a vida - Tribunal do Júri - na primeira e segunda vara , estão muito bem comandada pelos magistrados, especialmente pelo Dr. Aluisio. O judiciário precisa de homens e mulheres que inovam dentro da norma jurídica para dar respostas da celeridade do andamento nos processos assim como esses. Parabéns mestre. José Amilton de Souza OAB/MS 4696.
 
jose amilton de souza em 31/08/2011 05:35:52
A inovação deve ser aplicada com cautela, porque muitos advogados não dispõem de noteboock, outros nao dominam uso de computador, então para que não ocorra prejuízo ao acusado (Réu) o poder judiciário terá que disponibilizar, noteboock, serventuário da Justiça, para socorrer os que não dominam embora necessário a tecnologia, até porque está na Constituição, art. 5º " ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei" não há Lei que obrigue o Réu, ou seu advogado " aceitar " boca abaixo esta inovação.
Prudência camin ha junto com prudência !
 
Carlos Alberto em 31/08/2011 05:24:32
Ideias inovadoras, homens decididos e eficazes, procedimentos arrebatadores, açoes nunca dantes experiementadas - iato que deve ser mostrado, isso que deveria ocupar grande parte dos nossos meios de comunicações.
Parabens, Senhor Juiz, tomara que outros sigam o exemplo.
Tomara que um dia vejamos açoes como esta visando agilidade nos processos, e principalmente aqueles a que se destinam apurar crimes de corrupção.
Para exemplos como este tiro meu chapéu.
Enoque Salcedo
 
enoque salcedo em 31/08/2011 04:33:40
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