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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/03/2014 18:49

Casal enfrenta equipe da prefeitura e impede destruição de casa

Família fica em frente e impede prefeitura de derrubar barraco

Lidiane Kober
A pequena casa fica na mesma linha de outras, supostamente legais por estarem construídas em área de sobra de terreno (Foto: Cleber Gellio)A pequena casa fica na mesma linha de outras, supostamente legais por estarem construídas em área de sobra de terreno (Foto: Cleber Gellio)

Sem ter para onde ir, o casal Lidiane Mendes Torres, 21 anos, e João Filho dos Santos, 24, não arredou o pé e impediu, na tarde desta quinta-feira (6), equipe da Prefeitura de Campo Grande de derrubar barraco de duas peças, construído em terreno na Rua Carriça, no Bairro Colibri, na saída para São Paulo.

Prestes a ganhar o primeiro filho, Lidiane e seu marido decidiram construir a pequena casa para dar um lar à criança. “Minha família mora na região há 30 anos e ninguém nunca os expulsou dali”, comentou a jovem.

“Era tudo mato, depósito de lixo e até moto roubada encontramos quando limpamos o terreno. Vão derrubar o nosso barraco e deixar o mato crescer de novo?”, indagou João, inconformado.

Com doações da família e de amigos, eles fizeram mutirão e conseguiram material para levantar a pequena casa. Agora, no entanto, a prefeitura, após denúncia, alega que parte do barraco ocupa área pública.

“Não vamos deixar destruir nosso sonho”, avisou João. Com esse propósito, ele, sua esposa e familiares ficaram em frente ao barraco e impediram a ação da prefeitura, que foi ao endereço com uma patrola, um trator, seis guardas municipais e uma assistente social.

De acordo com Lidiane, o barraco fica na mesma linha de outras duas residências. “Então, não vale a alegação de que as outras casas ocupam resto de terreno e a nossa não”, frisou. Mesmo assim, a assistente social da prefeitura convidou o casal a morar em abrigo e deixar a área.

“Ela disse para a gente se inscrever na Emha (Agência Municipal de Habitação). O problema é passar pelo o que a maioria passa. Minha sogra, por exemplo, tem cadastro desde 2002 e até agora não conseguiu nada”, comentou João.

Ele até aceitaria negociar e pagar preço de mercado pela suposta área ocupada. “Só quero uma casa para receber meu filho. Se não resolverem meu problema, não deixo meu barraco”, declarou.

João fotografou a equipe da prefeitura em ação para derrubar sua casa (Foto: Cleber Gellio)João fotografou a equipe da prefeitura em ação para derrubar sua casa (Foto: Cleber Gellio)
Barraco foi construído graças a doações de familiares e amigos do casal (Foto: Cleber Gellio)Barraco foi construído graças a doações de familiares e amigos do casal (Foto: Cleber Gellio)


Guaraci entendo seu ponto de vista e até sou solidário de que as coisas tem que ser feitas do modo correto, mas o que causa indignação é que sempre alguem paga a conta pelos outros, e o que revolta mais ainda é que eles só foram até lá para desabrigar o casal porque a parte do terreno que eles citam é da prefeitura, é o que eu sempre digo, o governo deixa MST e índio invadir a terra de quem quiser e aí de quem relar a mão nos coitadinhos, agora, quando a área invadida é do governo, a conversa muda completamente, área do governo não pode ser invadida, área particular não só pode ser invadida como o proprietário não pode fazer nada pra tirar os que invadem, EU SOU A FAVOR DE INVADIREM TUDO QUE FOR DE PROPRIEDADE DO GOVERNO, até que eles resolvam a situação do país,
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 07/03/2014 10:21:12
Pois é...
A história é triste, mas existem as vias corretas. Eu também preciso muito de um imóvel (terreno, casa, apartamento...), mas não acho certo simplesmente invadir um local que - supostamente - não tem dono.
Bom, sei lá, cada um tem sua consciência.
Aí tem gente que fala: "Ahhh, mas eles não têm para onde ir."; "Ahhh, mas estão com um bebezinho."; "Ahhh, mas o Bernal é muito mau!"; "Ahhh, mas os vizinhos todos fizeram e não deu nada, agora com eles dá despejo."; "Ahhh, mas gastaram para erguer a casinha com muito sacrifício e ajuda dos familiares e agora vão perder tudo?".
Resumindo: Um pouco de planejamento não resolveria todo esse impasse? Sei lá, para se casar e constituir família é necessário o mínimo de bom senso.
É o que eu acho, me desculpe quem se sentir ofendido.
 
Guaraci Mendes em 07/03/2014 08:16:54
ta estranho isso, as casas no mesmo lugar e uma querem demolir e a outra nao, vai intender, coisa de vizinhança mau intencionada, ninguem pode ver ninguem feliz q tem q interferir!!! AFF absurdo, nao aguento esse povo invejoso, deixa o povo morar la, era mato a mais de 20 anos...a lei so favorece quem esta errado mesmo!!! os honestos que se lasque ne...Cade o direitos humanos nesa hora, será que foi la...com certeza não
 
daniel leao da rocha em 06/03/2014 21:53:50
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