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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

14/11/2012 18:55

Catadores se recusam a participar de cadastramento no lixão

Gabriel Neris e Helton Verão
Trabalhadores prometem protestar em frente ao lixão se não houver proposta (Foto: Rodrigo Pazinato)Trabalhadores prometem protestar em frente ao lixão se não houver proposta (Foto: Rodrigo Pazinato)

Catadores do lixão localizado no bairro Dom Antônio Barbosa, em Campo Grande, estão se recusando a participar do cadastramento para participar da cooperativa de reciclagem a ser instalada como parte da licitação para gestão do lixo em Campo Grande pelo consórcio Solurb CG. A presença dos trabalhadores no local será vetada a partir da próxima quarta-feira (21).

O Consórcio Solurb CG, que ganhou a licitação municipal, foi representado superintendente Elcio Terra durante conversa com os trabalhadores na tarde de hoje (14). Os catadores questionam a forma que serão deslocados para a cooperativa de reciclagem.

A promessa é que a usina de reciclagem esteja funcionando já no mês de janeiro, porém os catadores desconfiam que não haja tempo hábil. Os trabalhadores prometem não efetuar o cadastro, que vai até amanhã, enquanto não receberem uma proposta concreta da empresa.

Para tentar resolver a situação, os catadores irão se reunir no início da tarde de amanhã com Elcio Terra. Os trabalhadores também argumentam que só irão trabalhar com reciclados, e não em outras funções.

Seis guardas municipais e dois policiais militares estavam hoje na entrada do lixão para evitar qualquer tipo de manifestação ofensiva contra o representante da empresa. O vice-presidente da Associação de Catadores de Material Reciclável de Mato Grosso do Sul, Sérgio Rodrigues, 32 anos, afirma que o dia de barrar a entrada dos catadores está próximo e a obra onde os catadores irão trabalhar está parada. “Não vamos fazer nenhum cadastro enquanto tiver algo concreto”, conta Sérgio.

O vice-presidente da associação diz que se não houver acordo, os catadores irão fazer protesto em frente a entrada do lixão. “Campo Grande não está conscientizada sobre a coleta”, argumenta.

O superintendente do Consórcio afirmou hoje que outros serviços serão oferecidos aos trabalhadores. “Para quem não quiser participar da cooperativa será oferecida a oportunidade de participar de outros serviços, receber cursos de capacitação de pintura e varredura, por exemplo”.

A prefeitura e a empresa garantem que a usina estará em funcionamento até a desativação do lixão. O investimento no primeiro ano é de R$ 45 milhões, sendo que o lucro que a empresa deve obter em 25 anos é estimado em R$ 1,3 bilhão.



Devemos sim apoiar os catadores, pois muita das pessoas só querem ganhar em cima deles " o lixo é a coisa que mais da dinheiro, e muitos só querem tirar sua parte, enquanto os catadores de reciclagem tiravam 3.000,00 mil rais indo trabalhar por conta própria, agora vão ganha quem sabe Um salario minimo. E o resto do dinheiro, para onde vai??
Por que mudar de profissão? É agora que eles tem a oportunidade de ganha mais em pro a limpeza da cidade e do meio ambiente, que fazendo isso, faz mais do que qualquer empresario pelo nosso grande pais "Brasil".
 
Wesley Rodrigues da SIlva em 15/11/2012 12:51:32
esses catadores de reciclagem deveria sim receber um bom salario mensal ,contribuir com o inss para garantir sua aposentadoria mais tarde e ter auxilio social quando necessario .querendo ou nao eles sao responsavel pela preservaçao do meio ambiente . cade os creditos que os paises ricos dao para o brasil em troca da nossa preservaçao do meio ambiente?
 
fernando abreu em 15/11/2012 09:56:14
É só deixar eles e, contratar novas pessoas para a empresa, garanto que tem muita gente disposta a trabalhar na reciclagem.
 
Mirtes Lourenço Camilo em 15/11/2012 09:39:56
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