Catedral prepara novas confeiteiras para confecção do bolo de Santo Antônio
Neste ano, ao todo, cerca de 100 voluntárias vão participar da produção de 17 mil unidades do doce
A Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio realizou na manhã deste sábado (16) a fornada-teste do tradicional bolo de Santo Antônio, uma das celebrações mais aguardadas pelos fiéis em Campo Grande. A ação serviu para treinar novas confeiteiras e alinhar detalhes da produção que começará oficialmente no dia 1º de junho.
RESUMO
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A Catedral Nossa Senhora da Abadia e Santo Antônio em Campo Grande realizou uma fornada teste do tradicional bolo de Santo Antônio para treinar voluntárias. A produção oficial de 17 mil bolos de pote começará em junho para as celebrações do dia 13. O doce artesanal contará com 3 mil alianças escondidas e prêmios como uma televisão e alianças de ouro. Além da devoção religiosa, a tradição é marcada por relatos de fé e união de casais que encontraram os anéis simbólicos em anos anteriores.
Os bolos preparados durante o teste serão doados à própria equipe envolvida na produção. Ao todo, cerca de 100 confeiteiras participam da confecção dos 17 mil bolos de pote que serão produzidos em homenagem ao padroeiro da Capital.
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A preparação final acontece poucos dias antes de 13 de junho, data dedicada a Santo Antônio. Neste dia, o padre realiza a bênção dos bolos e coloca as alianças que são distribuídas aleatoriamente entre as unidades.
Além da tradição religiosa, os fiéis que adquirirem os bolos poderão concorrer a uma TV de 60 polegadas, um par de alianças de ouro e ainda 3 mil alianças simbólicas escondidas nos potes.
Coordenadora da ação, a confeiteira Fernanda Corrêa explicou que o encontro deste sábado é essencial para ajustar toda a produção artesanal.
“A gente faz esse teste pra testar ingredientes, fornecedores, marcas e afinar a equipe, mostrar como é feito e como é montado o bolo”, afirmou.
Segundo ela, o diferencial do tradicional doce está justamente no preparo manual.
“O charme é porque ele é muito caseiro. É massa de pão de ló, creme de confeiteiro, creme de chocolate, calda e chantilly. Todo esse processo é muito artesanal, a gente não trabalha com nada pronto. Traz essa coisa gostosa”, destacou.

Entre as voluntárias está a empreendedora Monalisa Meyers Smith, de 34 anos, que contou ter uma ligação especial com a tradição do bolo de Santo Antônio. Ela participa do projeto desde 2023, após ser convidada por uma amiga para um acampamento da comunidade.
“Em 2023 eu fui agraciada, ganhei um bolo que veio com uma aliança. E desde então eu tô aqui participando ativamente pra Santo Antônio”, relatou.
Monalisa acredita que o santo teve influência direta em sua história amorosa. Segundo ela, logo após encontrar a aliança no bolo, começou um relacionamento com o atual marido.
“Na hora que eu abri o bolo, ele já tava do meu lado. A gente se conhecia de vista, mas não tinha contato. Dias depois saímos pela primeira vez, engatamos um namoro, depois noivado e hoje estamos casados. Três anos de história. Nos casamos em 2025”, contou.
Ela ainda reforçou a devoção à tradição e à comunidade da Catedral.
“Sim, com o bolo, com o Santo Antônio, com a comunidade. Nossa comunidade maravilhosa. Aqui a gente serve e é agraciado todos os dias. Há várias décadas Santo Antônio retribui na nossa vida”, finalizou.
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