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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/10/2015 12:41

Central de imagem mira gargalo no diagnóstico do câncer de mama

Aline dos Santos
Outubro Rosa foi lançado em evento hoje na Secretaria Estadual de Saúde. (Foto: Fernando Antunes)Outubro Rosa foi lançado em evento hoje na Secretaria Estadual de Saúde. (Foto: Fernando Antunes)

Um parque de imagem da mamografia deve sair do papel ainda neste ano para pôr fim a um gargalo na prevenção e tratamento ao câncer em Mato Grosso do Sul.

“A central é o mais importante. Não está funcionando ainda, não concluiu a licitação da central de diagnóstico. Mas vamos fazer a digitalização dos aparelhos em todo o Estado”, afirma o secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares. Nesta terça-feira, foi aberta a programação do Outubro Rosa, com prevenção ao câncer de mama.

De acordo com Tavares, além de a rede estadual contar com pouquíssimos mamógrafos, o diagnóstico depende da competência do radiologista e da qualidade da imagem.

“O diagnóstico radiológico do câncer de mama é muito mais complexo do que uma tomografia, um exame de raio-x de tórax, um raio-x ortopédico. A precisão é muito importante. As pessoas não se aventuram a ficar dando diagnóstico no interior, então temos que montar uma central de diagnóstico aqui”, salienta. A expectativa é que o laudo fique pronto em 15 minutos,

A meta do governo é que cada um dos 79 municípios tenha um mamógrafo. Em Ladário, por onde passou a Caravana da Saúde, a Marinha do Brasil vai ceder um aparelho para o atendimento da população.

Desafio - Chamativo, forte e feminino, o rosa choque tingiu o mês de outubro num misto de convite e desafio: que as mulheres vençam o medo da doença. “O que a gente precisa além de ter o equipamento é ter as mulheres sensíveis por fazer a mamografia e levar para saber o resultado. O que a gente tem visto, e isso é até uma grande dificuldade, é que a mulher faz a mamografia, mas tem medo e não encaminha para um profissional dar o parecer sobre o resultado. A mamografia é o primeiro passo”, afirma a gerente de Saúde da Mulher, Ilda Guimarães.

A mobilização é para conscientizar que quanto mais precoce a descoberta da doença, maiores as chances de cura e de não precisar retirar a mama. “A gente precisa quebrar esse paradigma que se tiver o diagnóstico de câncer, eu já vou morrer. Hoje, o câncer tem cura, mas depende muito de ser diagnosticado precocemente”, afirma a gerente.

Conforme Ilda, há equipamentos funcionando, de fato, em 11 cidades, que são referência para os demais municípios. O grupo de maior risco é a partir dos 50 anos.

Não é procurar doença, diz primeira-dama sobre importância de prevenção. (Foto: Fernando Antunes)"Não é procurar doença", diz primeira-dama sobre importância de prevenção. (Foto: Fernando Antunes)

Alerta – Na abertura da programação, a secretaria, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, ganhou adornos rosa, apresentação de dança e discursos alertando sobre a prevenção. “Não é procurar doença, mas procurar ser saudável para seguir com as nossas vidas . Eu tinha uma ideia, mas não imaginava o quanto é difícil trabalhar com prevenção”, afirma a primeira-dama Fátima Azambuja.

Segundo a vice-governadora Rose Modesto (PSDB), a administração investe em prevenção. “Priorizamos o que de fato faz diferença”, afirma.

Preocupante – Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), Mato Grosso do Sul está entre os sete estados com maior incidência da doença, com um índice de 62,65 por 100 mil habitantes.

A unidade federativa perde apenas para o Rio de Janeiro, que lidera o ranking com taxa de 96,47 por mil habitantes; Rio Grande do Sul, com 87,72; São Paulo, com 73,21 e Distrito Federal, com 62,88 na mesma proporção. Campo Grande registrou 370 casos da doença em 2014, o que gerou um índice de 70,41 por 100 mil habitantes.



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