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Chinês preso alega que não sabia diferenciar produtos falsos de originais

Jinbin Zhu, 32 anos, foi preso pela Decon e ganhou liberdade durante audiência de custódia nesta quarta-feira

Por Ana Paula Chuva e Inez Nazira | 10/06/2026 12:01
Chinês preso alega que não sabia diferenciar produtos falsos de originais
Uma das lojas alvo da ação da Decon continua aberta nesta quarta-feira (Foto: Maya Severino)

Preso durante operação da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), o chinês Jinbin Zhu, 32 anos, alegou em depoimento não saber diferenciar produtos originais dos falsificados. O empresário acabou sendo solto durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (10).

RESUMO

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Dois empresários chineses foram presos durante operação da Decon em Campo Grande e soltos em audiência de custódia. Jinbin Zhu, dono da AZ Importados, alegou não saber diferenciar produtos falsificados dos originais, enquanto Zhou Hao, gerente da Mega Variedades, disse ser apenas funcionário. Nas lojas, foram apreendidas mais de 160 caixas com produtos suspeitos de falsificação, incluindo eletrônicos e brinquedos. Ambos os estabelecimentos seguem funcionando normalmente.

Acompanhado pela advogada Gilcleide Maria dos Santos Alves, o empresário informou que é dono da loja AZ Importados há aproximadamente 10 anos e que tem toda a documentação regularizada. Jinbin contou ainda que os produtos eletrônicos são comprados em São Paulo e que na época da pandemia ele fazia as viagens de ônibus para buscar a mercadoria.

No entanto, atualmente, os pedidos são feitos de maneira remota e ele apenas os recebe na loja, mas não tinha conhecimento de que estava vendendo produtos falsificados, já que não sabe diferenciar os produtos falsificados dos originais. O empresário ainda reforçou que tudo é comprado de diversos fornecedores nas regiões do Brás e da 25 de Março, na capital paulista, com pagamentos feitos via Pix ou boleto bancário.

O chinês passou por audiência de custódia nesta manhã e o juiz Francisco Vieira de Andrade Neto concedeu a liberdade provisória determinando que ele apenas mantenha o endereço atualizado e compareça em todos os atos do processo.

Outro preso

Já o outro chinês preso, Zhou Hao, 33 anos, declarou ao delegado Wilton Vilas Boas ser apenas funcionário da Mega Variedades. Acompanhado do advogado Lucas Henrique Silveira Antunes, ele esclareceu que é gerente do estabelecimento que pertence ao seu primo Zhongfu Wang.

Segundo o relato, ele trabalha no local há 14 anos e quem faz as compras é o próprio dono que neste momento está na China. Ainda de acordo com Zhou, a mercadoria é adquirida em São Paulo.

A defesa do funcionário já entrou com o pedido de liberdade provisória, mas ele ainda não passou pela audiência de custódia.

Chinês preso alega que não sabia diferenciar produtos falsos de originais
Outra loja também segue operando normalmente, apenas produtos foram apreendidos (Foto: Maya Severino)

Operação

A ação aconteceu na tarde de ontem e foram apreendidos mais de 160 caixas e sacos nas duas lojas com produtos com indícios de falsificação. De acordo com a Decon, as equipes foram ao local após denúncias anônimas de consumidores e representantes de marcas comerciais.

Entre os itens apreendidos estão carregadores e capas de celular, fones de ouvido, caixas de som, controles de videogame, pen drives, ferramentas elétricas, copos térmicos, mochilas e brinquedos de marcas registradas como “labubus”.

Ainda foram recolhidas 47 cartelas de adesivos que eram aplicados em mercadorias e embalagens para simular características de itens originais. Em uma das lojas, também foram apreendidas 15 unidades de cigarros eletrônicos.

Equipe do Campo Grande News esteve nas lojas na manhã desta quarta-feira e ambas funcionam normalmente. Na Mega, funcionário informou que não tem autorização para falar com a imprensa, mas explicou rapidamente que apenas os produtos foram retirados.

"Eles vieram aqui ontem, avaliaram alguns produtos como ilegais, foi algo bem isolado. Não fechamos, apenas retirando esses produtos que foram avaliados, e podemos continuar normalmente", disse.

Já na AZ, nenhum responsável foi encontrado, porém, as vendas seguiram normalmente logo após a saída da polícia.

Chinês preso alega que não sabia diferenciar produtos falsos de originais
Sacos e caixas de produtos recolhidos pela Decon (Foto: Divulgação | PCMS)


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