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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

18/03/2011 12:30

Clínica diz que não recusou atendimento, mas estava sem leitos

Paulo Fernandes

A Clínica Campo Grande afirmou que não se recusou a atender o policial civil Anselmo Luiz da Silva, de 50 anos, e que aguardava a liberação de um dos 65 leitos, que estavam ocupados.

Anselmo ficou ontem mais de cinco horas na clínica, mas saiu sem ter conseguido a internação. Segundo a esposa, Aline dos Santos, ele apresentava fortes dores nas pernas e 39,9º de febre.

De acordo com o diretor-superintendente do hospital, Mauro Cosme Gomes de Andrade, os outros hospitais é que se recusavam a aceitar a transferência sob a alegação de que estavam lotados.

“Eles falam que não tem vagas, principalmente quando sabem que o paciente é da Cassems”, afirmou. A Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul) é o plano de saúde dos servidores públicos.

“Mas nós não fazemos essa distinção”, garante o diretor. “Ontem, das 65 pessoas internadas, nove eram da Cassems”.

Ainda de acordo com ele, o hospital faz uma triagem dos casos mais urgentes, mas muitos pacientes não entendem que “nem sempre, o paciente mais grave, é o que está reclamando de dor”.

O diretor afirmou também que Anselmo maltratou funcionários e chegou a fazer ameaças de morte. “Demos queixa na polícia”, disse.

Mauro Cosme Gomes de Andrade reconheceu que um funcionário do hospital pediu para o paciente assinar um documento dizendo que estava desistindo do atendimento. Ele disse que o procedimento é de praxe.

“O hospital não tinha leito disponível, mas não se recusou a atender o paciente. Quando eles falaram que iam embora, que não iam esperar, pedimos para assinar o documento”, defendeu.

Campanha - A Clínica Campo Grande iniciará na próxima semana uma campanha para concentrar os atendimentos nas áreas de cardiologia, pneumologia e neurologia.

A intenção é evitar receber pacientes com outros problemas de saúde para dar mais atenção às especialidades médicas.

“Vamos tentar educar a população que aqui é um Hospital do Coração. Mas não podemos negar atendimento”, afirmou o diretor-superintendente.

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A verdade verdadeira é que nenhum hospital está aguentando o volume de paciente desses planos de saúde que pagam uma miséria pela consulta. Haja visto o Proncor que se descredenciou a partir da noite de convênios e podem esperar que muitos outros irão.

Va ver quanto essa casssems paga por diaria de leito ou consulta. Uma vergonha. Desse jeito o hospital não sobrevive.

Todos irão procuar posto de saúde que também está uma calamidade pública.
 
José geraldo Xavier em 18/03/2011 02:26:00
Deixaram um policial esperando para ser atendido? que ironia não, experimentou do próprio veneno....a ainda deram queixa dele na polícia por ameaça....que belo exemplo
 
kelvin forcolen em 18/03/2011 01:53:51
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