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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

08/03/2014 11:40

Com 34 mortes em um ano, grupos sociais protestam contra violência

Mariana Lopes
Foram enterradas 34 cruzes no canteiro da Afonso Pena, representando as mortes de mulheres vítimas de agressão (Foto: Paulo Francis)Foram enterradas 34 cruzes no canteiro da Afonso Pena, representando as mortes de mulheres vítimas de agressão (Foto: Paulo Francis)

O preto nas roupas representa o luto e as cruzes firmadas no canteiro da avenida Afonso Pena indicam as 34 mortes de mulheres vítimas da violência doméstica. O número foi contabilizado em 1 ano, desde o dia 8 de março de 2013. E hoje, a manifestação de diversos grupos sociais, que ocuparam a região central de Campo Grande, é pelo respeito à mulher.

Uma das organizadoras da mobilização, a professora e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Terenos, Dilma Gomes da Silva, 44 anos, apontou três pontos importantes da luta feminina: igualdade, autonomia e liberdade.

Mas a maior reivindicação na luta pelo fim da violência contra a mulher é que a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) funcione 24 horas. “A maioria dos casos de agressão acontece à noite e nos finais de semana, e daí a vítima não tem para aonde correr”, argumenta Dilma.

Com tantos casos de violência contra a mulher ganhando capas de jornais, a mobilização de hoje ganhou a atenção e a indignação popular. “As mulheres já obtiveram muitas conquistas, mas ainda falta o respeito por nós”, desabafa a vendedora autônoma Valdete de Oliveira Ortega, 43 anos.

O servidor público Marcelo de Souza Silva, 45 anos, observa que hoje em dia os homens têm pouco cuidado e zelo com suas esposas.

“Percebo também que falta denúncia, mas entendo que as mulheres têm medo, pois há ainda a agressão psicológica, a ameaça, e a lei brasileira é fraco, o cara bate, é preso, mas no outro dia já está solto”, aponta Marcelo.

O movimento nas ruas da Capital, na manhã de hoje, mobilizou aproximadamente 200 pessoas. A concentração foi realizada no cruzamento da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho, às 6h. Por volta das 10h, o grupo saiu em passeata até a frente da Delegacia da Mulher, na rua 15 de Novembro.

Dilma aponta três lutas das mulheres: igualdade, autonomia e liberdade (Foto: Paulo Francis)Dilma aponta três lutas das mulheres: igualdade, autonomia e liberdade (Foto: Paulo Francis)
Grupos sociais querem Delegacia da Mulher 24 horas (Foto: Paulo Francis)Grupos sociais querem Delegacia da Mulher 24 horas (Foto: Paulo Francis)
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