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Capital

Com Brasileirão parado, organizada do São Paulo se reúne pela seleção

Cerca de 20 torcedores acompanharam partida do Brasil na sede da Torcida

Por Silvia Frias e Ketlen Gomes | 05/07/2026 17:50
Com Brasileirão parado, organizada do São Paulo se reúne pela seleção
No batuque e de olho no jogo, Torcida Independente na esperança (Foto: Victória Costacurta)

A pausa no Brasileirão não deixou vazia a sede da Torcida Independente, organizada do São Paulo no Bairro Amambaí, em Campo Grande. O espaço passou a abrir também durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

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A sede da Torcida Independente, organizada do São Paulo no bairro Amambaí, em Campo Grande, passou a receber torcedores também durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Cerca de 20 pessoas acompanharam a partida do Brasil no local, reunindo são-paulinos, flamenguistas e famílias que defendem um ambiente mais acolhedor nas organizadas.

Nesta partida, cerca de 20 torcedores se reuniram no local para acompanhar o Brasil, repetindo a rotina dos dias de jogo do São Paulo.

Responsável pela subsede da Torcida Independente em MS, Leandro Oliveira, de 38 anos, explica que a mobilização segue o mesmo modelo adotado nas partidas do clube paulista. “Todos os jogos do São Paulo já estamos abertos, e todos os jogos do Brasil também. Consequentemente, a gente está aberto também”, afirmou.

Para Leandro, a Copa também trouxe uma aproximação maior entre torcidas organizadas de clubes diferentes em torno da Seleção. Segundo ele, o Movimento Verde e Amarelo, torcida organizada do Brasil, buscou apoio das organizadas dos times para ganhar força neste ano. “Nós vimos nos últimos anos que estava muito fraco o movimento deles, e esse ano as organizadas entraram no pé direito”, disse.

Apesar disso, ele reconhece que a união ainda enfrenta resistência. O clubismo, segundo Leandro, não desaparece nem quando o assunto é Seleção.

“Ainda existe muita guerra de ego puxando para os times. Mas esse ano parece que todos entenderam que é um benefício só. Só dependia da gente. Nós estamos muito mais avançados que os argentinos, nós temos muito mais títulos que os argentinos. Então as organizadas se juntando e entendendo que o propósito é a Seleção Brasileira, é apoiar o Brasil, ninguém segura a gente”, declarou.

Sobre a partida, Leandro evita clima de “já ganhou”. Para ele, a diferença técnica existe, mas precisa aparecer em campo. “É futebol, né? Futebol nunca se ganha fora do campo. Mas tem que querer jogar. Eles têm um ou dois jogadores que se destacam. Nossa seleção quase todo mundo é protagonista”, avaliou.

Na sede, a torcida pelo Brasil mistura bandeiras, camisas e histórias de arquibancada. Erick Bittencourt, de 26 anos, faz parte da Torcida Independente há cinco anos e define a organizada como algo que vai além dos 90 minutos.

“Hoje é tipo tudo. É um sentimento de amor, paixão, estar no dia a dia. A importância é estar sempre torcendo pelo time e também as amizades que você faz por conta do futebol e pela torcida”, afirmou.

Ele também defende que as organizadas sejam vistas além dos episódios de confusão que costumam marcar a imagem desses grupos. “Tem que tentar conhecer o lado bom também, a torcida que está sempre apoiando o time, sempre está em todo lugar. As críticas sempre vão ter, mas o intuito é apoiar sempre o nosso time e, nesse caso aqui, a Seleção”, afirmou.

Entre os presentes também havia quem não fosse são-paulino. Regina Souza, de 32 anos, é torcedora do Flamengo e acompanhava o jogo ao lado do marido. Ela faz parte da Torcida Jovem do Flamengo e explica que a presença na sede da Independente ocorre pela relação de amizade entre os grupos.

“A gente tem uma amizade com a Independente, nós somos aliados, temos uma relação muito boa, então tudo tranquilo”, disse.

Para Regina, o ambiente das organizadas em Campo Grande é mais familiar do que muita gente imagina. Ela conta que o filho frequenta esse tipo de encontro desde antes de nascer.

“A gente considera que é um pouco mais tranquilo do que normalmente o pessoal acha que é. É um ambiente, principalmente aqui em Campo Grande, que reúne muitas famílias, reúne amigos. O foco principal sempre vai ser os times, torcer e estar ali entre o pessoal. O meu filho vem desde a barriga. A gente sempre está junto, torcendo”, afirmou.

Mesmo reconhecendo o preconceito contra torcidas organizadas, Regina diz que a proposta do grupo é simples: assistir, apoiar e viver o futebol em comunidade.

“Sei que tem aquela mística por causa de torcida por trás. Tem muita gente que ainda tem preconceito. Mas é um ambiente super legal. Nosso foco é torcer, apoiar”, completou.

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