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Capital

Galego mantém Brasil e Espanha lado a lado em bandeiras na Mata do Jacinto

Amancio Lorenzo vive há 13 anos no Brasil e afirma que só recolhe uma bandeira quando a outra perde na Copa

Por Ângela Kempfer e Clara Farias | 05/07/2026 17:33


RESUMO

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O empresário espanhol Amâncio Cobelo Lorenzo, de 62 anos, exibe na fachada de sua casa, na Mata do Jacinto, em Campo Grande, as bandeiras do Brasil e da Espanha lado a lado. Radicado no Brasil há 13 anos, ele torce pelos dois países e só retira os símbolos quando uma das seleções é eliminada. Com ambas ainda vivas na competição, a sofrência segue em dose dupla.

Na Rua Itapuã, quase esquina com a Avenida Nossa Senhora do Bonfim, na Mata do Jacinto, a fachada de um imóvel chama atenção pela combinação pouco comum. Duas bandeiras dividem o mesmo espaço: Brasil e Espanha.

No meio delas, um touro preto em silhueta, conhecido como Touro de Osborne, símbolo espanhol que nasceu como propaganda de estrada nos anos 1950 e acabou virando ícone cultural do país.

Ali mora o empresário Amâncio Cobelo Lorenzo, 62 anos. Ele fala com um portunhol arrastado, sem pressa para ajustar palavras ou decisões. “Eu torço para os dois sempre”, diz sobre Brasil e Espanha.

Ele vive no Brasil há 13 anos. A trajetória passa por Rio de Janeiro, Espanha e idas e vindas que ele trata mais como continuidade do que como mudança.

Ele conta que a bandeira da Espanha o acompanha há mais tempo, claro, tradição da família originária da Galícia. Já esteve com ele na Copa de 2010 e deu sorte, quando o título veio. “Ganhemos o Mundial em 2010 com ela”, lembra.

Sobre o Brasil, a relação é mais recente na parede, mas não menos estável. “Já faz 13 anos que estou aqui”, diz. Depois corrige a própria linha do tempo em voz alta, como quem reorganiza a própria biografia enquanto fala.

As bandeiras, são regra até que algum dos lados padeça na competição.  “Só tiro quando um dos dois fica fora”, afirma.

A Espanha também segue viva na competição, o que mantém o impasse aberto. Na última partida derrubou a Áustria e amanhã enfrenta Portugal.

Por isso, a sofrência ainda vem em dose dupla, assim como as bandeiras. “Está difícil (contra Noruega). Espanha também vai ser difícil”, diz.